VALÉRIA GONCALVEZ/ESTADÃO
VALÉRIA GONCALVEZ/ESTADÃO

Mourão reafirma compromisso de Bolsonaro com democracia e diz que presidente eleito é 'estadista'

Durante evento, vice-presidente eleito também mencionou que Bolsonaro é um 'tsunami' que representa uma vontade de mudança no País

Lu Aiko Otta, O Estado de S.Paulo

29 Novembro 2018 | 17h26

BRASÍLIA - O vice-presidente eleito, Hamilton Mourão, reafirmou nesta quinta-feira, 29, durante evento da Associação Nacional das Empresas de Engenharia Consultiva de Infraestrutura de Transportes (Anetrans), o compromisso do presidente eleito, Jair Bolsonaro, com a democracia. "Quero deixar claro o compromisso do presidente Bolsonaro com a democracia, a liberdade e a Justiça para todos", disse. "Fora disso não há futuro, fora disso não há Brasil."

Para o general, Bolsonaro venceu porque a sociedade deu um "basta" à impunidade dos desonestos. "Devemos estar todos unidos em torno da visão comum que o País tem de progredir."

Ele fez um gesto em direção às grandes construtoras, atingidas em cheio pelas investigações da Operação Lava Jato. "Houve erros no passado. Eles estão sendo pagos. Mas daqui para frente, temos de mudar", disse. E citou Roberto Carlos. "Daqui para frente, tudo vai ser diferente." O general afirmou que é necessário recuperar as empresas e a engenharia brasileira, que sempre foi uma referência internacional. 

Mourão também se referiu a Bolsonaro como um "tsunami", motivado pela crise econômica e política, aliada a uma crise de valores, que levaram a sociedade a buscar a mudança. "Isso começou como uma onda e se transformou em um tsunami. E esse tsunami tem nome: Jair Bolsonaro", afirmou. 

Segundo o general, o "lado que perdeu a eleição" ignora o princípio básico da alternância de poder e tenta projetar, principalmente no exterior, a imagem que o futuro presidente não está preparado para o cargo. "O presidente Bolsonaro é um líder. Sempre foi. Mais do que isso, é um estadista. O pensamento que ele tem desde já é nas novas gerações de brasileiros, e não nas próximas eleições. E é para isso que vamos trabalhar." 

Mudança na legislação para julgamento de menores infratores

Em relação à segurança pública, uma das principais bandeiras da chapa durante a campanha eleitoral, Mourão mencionou que a repressão policial, sozinha, não resolve o problema. Serão necessárias alterações na legislação. 

"A legislação é extremamente leniente", disse. "Ela permite que um 'marginal' cumpra um sexto da pena e saia da cadeia. Também temos de enfrentar a questão dos menores, quais tipos de crimes devem ser julgados como se maiores fossem."

Outra medida urgente é reformar o sistema prisional, que mistura criminosos perigosos com outros que cometeram delitos menores.

"Jamais podemos deixar de pensar no lado social", disse. Segundo explicou, as periferias pobres são hoje locais de recrutamento do crime. "Se o Estado não for para lá, não venceremos a luta contra a insegurança pública." 

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