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Matheus Costa e Arthur Max/Ministérios das Relações Exteriores
Matheus Costa e Arthur Max/Ministérios das Relações Exteriores

Mourão põe Secretário-Geral das Relações Exteriores entre cotados para ser chanceler

Marcos Galvão, Luis Fernando de Andrade Serra e José Alfredo Graça Lima são apontados como possíveis escolhidos de Bolsonaro; nome pode ser anunciado nesta quarta

Matheus Lara, O Estado de S.Paulo

14 de novembro de 2018 | 10h11

O vice-presidente eleito da República, General Mourão (PRTB), disse nesta quarta, 14, que o atual Secretário-Geral das Relações Exteriores, Marcos Galvão, está entre os cotados para ser chanceler no governo de Jair Bolsonaro (PSL), que pode anunciar seu escolhido ainda nesta quarta. Em entrevista à Rádio Eldorado, Mourão reforçou que o presidente eleito quer para ministro 'um quadro do Itamaraty'.

"Marcos Galvão é um dos nomes estudados para o Itamaraty", disse o vice-presidente eleito. "O presidente Bolsonaro tem buscado um quadro do  Itamaraty (para ser ministro das Relações Exteriores)". Os embaixadores Luís Fernando de Andrade Serra e José Alfredo Graça Lima também são cotados para o cargo

Questionado sobre as reações negativas a declações de Bolsonaro sobre sua política externa - como a mudança da embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém e possível retirada do Brasil da ONU -, Mourão disse que o presidente deve "reorganizar" declarações quando for aconselhado profissionalmente. "A partir do momento em que ele passar a ser aconselhado de forma profisional, o que não tem acontecido até agora, ele vai pegar e vai reorganizar algumas declarações que ele tem dadao", disse Mourão. 

O general negou qualquer tipo de possibilidade de atrito entre ele o presidente, e prometeu lealdade. "Desde que foi eleito deputado, Bolsonaro me precede em cerimoniais. Eu sempre presto continência a ele. E agora ele é o presidente, comandante das Forças Armadas. Eu lhe devo todas as honras e lealdade possíveis e imagináveis."

Mourão comentou a indicação do general Fernando Azevedo e Silva para o Ministério da Defesa. Para ele, poucos civis conseguem fazer a interlocução entre o poder político e as Forças Armadas. "Ele é conhecido no meio militar pela habilidade de diálogo. Não Brasil temos poucos civis que consigam fazer a interface entre o poder político e as Forças Armadas. Falta conhecimento de como operam as Forças Armadas. A escolha (de Fernando) está dentro do que Bolsonaro prometeu na campanha."

Sobre a saia-justa interna nas Forças Armadas, causada pela indicação de nomes apenas do Exércio para ocuparem cargos no governo Bolsonaro até agora, como mostrou o Estado, Mourão disse que a Aeronáutica ficará com o Estado-Maior Conjunto, órgão do Ministério da Defesa que centraliza a coordenação dos comandos das Forças Armadas; quanto à Marinha, "continuará com o espaço dela".

"A ideia inicial era ter o Almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira (comandante da Marinha) no Ministério da Defesa. Ele declinou, aí procuramos alguém com perfil similar. A figura do Fernando (general escolhido) se sobressaiu. A Marinha continua com o Espaço dela e vamos o colocar o ministro da Defesa para olhar o conjunto da obra. Não pode dar preferência para A, B ou C. A Força Aérea estará com o Estado-Maior Conjunto e tende a ser o grande interlocutor das Forças Armadas em termos operacionais."

Na entrevista, Mourão ainda disse que, de 0 a 10, a chance de um militar assumir o Ministério da Educação é "abaixo de cinco". "Está é minha opinião, minha visão. Eu considero que esta chance está abaixo de cinco". Ele também reforçou o plano de Bolsonaro de privarizar a BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras. "Existe essa visão do presidente Bolsonaro em privarizar a BR Distribuidora e estamos caminhando nesta direção."

Mourão também comentou a opinião do deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente eleito, de tipificar as ações do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) como terrorismo. "Nosso futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, a pessoa que vai assessorar o presidente nesse assunto, foi muito claro: ele não considera enquadrar movimentos ditos sociais nestas categorias. Se transgredirem alei, que sejam enquadrados dentro dela."

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