Gabriela Biló//Estadão
Gabriela Biló//Estadão

Mourão chama pedidos de fechamento do STF e volta da ditadura militar de 'liberdade de expressão'

Vice-presidente disse que 'imensa maioria' não quer o que manifestantes bolsonaristas pediam nos atos de 1º de Maio

Redação, O Estado de S.Paulo

02 de maio de 2022 | 13h21

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) classificou como “liberdade de expressão” os pedidos de fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF) e da volta da ditadura militar proferidos por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) durante as manifestações de 1º de Maio. Na Avenida Paulista, em São Paulo, faixas pediam a demissão coletiva dos ministros do STF.  A cena também se repetiu em Brasília e em outras cidades.

“Isso aí é liberdade de expressão. Tem gente que quer isso, mas a imensa maioria do povo não quer. Então, pronto! Normal!”, disse o general a jornalistas ao chegar ao Palácio do Planalto nesta segunda-feira, 2.  “Não houve convocação tão grande como em 7 de setembro, e a motivação era outra também."  Pedir intervenção militar, no entanto, é inconstitucional.

Bolsonaristas se reuniram neste domingo, 1º, em atos para se manifestarem contra o STF e em defesa do deputado Daniel Silveira (PTB-RJ), condenado a 8 anos e 9 meses de prisão por ataques à democracia e por incitar violência física contra ministros da Corte. O parlamentar recebeu o perdão de Bolsonaro no último dia 21. 

Em Brasília, Bolsonaro fez uma breve aparição na manifestação realizada na Esplanada dos Ministérios. Sem discursar, o presidente circulou entre apoiadores. Em live simultânea em sua rede social, ele afirmou que o ato era “uma manifestação pacífica e em defesa da Constituição, da democracia e da liberdade”

Em São Paulo, a aparição de Bolsonaro foi por meio de vídeo transmitido em um telão instalado na Avenida Paulista. No discurso, ele retomou a ideia de que a manifestação era "pacífica" e em defesa “da liberdade”. O presidente também ressaltou a “lealdade” de seus apoiadores, voltou a dizer que "o bem sempre vence o mal" e que estará "sempre ao lado da  população brasileira"

Neste domingo, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), classificou como “anomalias graves" as manifestações como as que pedem intervenção militar e fechamento do STF, e defendeu que esse tipo de ato “não cabe em tempo algum”. Pacheco ainda afirmou que esses movimentos “pretenderem ofuscar a essência da data”, o Dia do Trabalhador.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.