Arquivo do 59° Batalhão de Infantaria Motorizado/Reprodução
Arquivo do 59° Batalhão de Infantaria Motorizado/Reprodução

Mourão indica general para comandar Secretaria de Esportes

Marco Aurélio Costa Vieira pode se tornar sexto integrante do Exército no governo, caso seja confirmado em pasta que perdeu status de ministério

Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

30 Novembro 2018 | 14h37

BRASÍLIA – O futuro governo de Jair Bolsonaro poderá ter mais um general na equipe. Indicado pelo vice-presidente eleito, o general Hamilton Mourão, o general Marco Aurélio Costa Vieira pode assumir a área de Esportes, que perderá status de ministério no futuro governo e será incorporada ao Ministério da Cidadania, comandada pelo deputado Osmar Terra (MDB-RS).

Vieira, que é paraquedista, como Bolsonaro, foi diretor-executivo de Operações dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro e diretor-executivo do Revezamento da Tocha Olímpica em 2016. Ele já faz parte da equipe de transição que tem trabalhado no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB).  Segundo Terra, é um nome “respeitável”.

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Caso seu nome seja chancelado, ele será o sexto general na equipe do presidente eleito.  Além do vice, integram a equipe o general Augusto Heleno, escolhido ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); o general Carlos Alberto dos Santos Cruz, que irá para a Secretaria de Governo; o general Fernando Azevedo e Silva, que foi escolhido para o Ministério da Defesa;o general Maynard Santa Rosa, que vai para a Secretaria de Assuntos Estratégicos; e o general Floriano Peixoto Vieira Neto, que está trabalhando no setor que cuida da Comunicação Social do governo.

Ainda entre os militares, foram indicados Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia), que é tenente-coronel da Força Aérea Brasileiroa (FAB), e o almirante de esquadra Bento Costa Lima Leita de Albuquerque Junior, oficial da Marinha, para o Ministério de Minas e Energia. O anúncio de Albuquerque Júnior é o mais recente no ministeriado de Bolsonaro, feito na manhã desta sexta-feira (30).

Além dos oficiais de patente, outros ministros de Bolsonaro também tiveram atuação em instituições militares ao longo da carreira. O ministro da Transparência e da Controladoria-Geral da União, Wagner Rosário, é formado na Academia das Agulhas Negras e foi capitão do Exército, mas focou sua carreira em auditoria. O futuro ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, já trabalhou em hospitais militares como médico. Tarcísio Gomes de Freitas, que comandará o novo ministério da Infraestrutura, é formado pelo Instituto Militar de Engenharia. 

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