Cláudio Reis/O Popular
Cláudio Reis/O Popular

Motorista fura bloqueio e atropela manifestantes em protesto contra Temer

Duas pessoas do MTST foram feridas; condutora afirmou que não sabia o que estava ocorrendo

Marília Assunção, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

18 de maio de 2017 | 20h37

GOIÂNIA - Um casal de manifestantes foi atropelado por uma motorista que furou um bloqueio durante marcha que pedia a renúncia do presidente Michel Temer no final da tarde desta quinta-feira, 18. O caso ocorreu no cruzamento das avenidas Anhanguera e Goiás, um ponto crítico do trânsito goianiense, pouco antes das 18 horas. 

Os manifestantes iniciaram o protesto por volta das 16 horas, e ele seguia pacífico. Com o bloqueio do trânsito, a  motorista tentou passar à força e acabou perseguida por manifestantes revoltados com a atitude dela. Eles desferiram murros e chutes no veículo. Imagens de câmeras de segurança do local mostram que a mulher acelerou mais ainda e acabou carregando duas pessoas que estavam na frente do carro, tentando impedir sua passagem. 

O casal foi arrastado por alguns metros. A jovem Andreza Carneiro, de 22 anos, ficou presa embaixo do veículo e sofreu várias escoriações. O marido dela, ainda não identificado, também saiu com escoriações. 

A motorista ainda deu ré, mas foi parada pela multidão de manifestantes. A mulher acabou presa e conduzida para a Central de Flagrantes da Polícia Civil, onde foi identificada como sendo Alessandra Rodrigues. Ela teria alegado que não entendeu o que estava ocorrendo no local do bloqueio e apenas acelerou o veículo, onde seguia com um companhante. 

Os feridos receberam atendimento médico na rua. Os dois são ligados ao Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), que participou da manifestação convocada por centrais sindicais. O casal foi levado para o Hospital de Urgências de Goiânia e não corre risco de morte.

Bombeiros e policiais militares fizeram a escolta do casal dentro do carro que ficou cercado pela multidão até a condução para o registro da ocorrência na Central de Flagrantes. 

O cruzamento onde o atropelamento ocorreu é o mesmo onde o estudante Mateus Ferreira da Silva foi agredido por um policial militar na manifestação dia 28 de abril. Na quarta-feira ele foi reinternado no Hugo para preenchimento dos ossos do rosto que foram fraturados pelo cacetete do PM.

 

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