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Mortos por tragédia no RJ passam de 685

Depois de uma semana, as sete cidades da região serrana do Rio de Janeiro afetadas pelo temporal, que deixou ao menos 687 mortos, os moradores ainda vivem em um cenário de destruição, enquanto equipes de resgate seguem em busca de vítimas.

RODRIGO VIGA GAIER, REUTERS

18 de janeiro de 2011 | 16h44

Até agora, são ao menos 687 mortes confirmadas. Ainda há pessoas soterradas e, mesmo após uma semana da forte chuva, algumas áreas só são acessadas de helicóptero. Também há problemas no fornecimento de água, energia e serviço de telefonia em certas localidades da região serrana do Rio.

Os ministros da Defesa, Nelson Jobim, da Justiça, José Eduardo Cardozo e da Integração Nacional, Fernando Bezerra, sobrevoaram a região serrana com o governador do Estado, Sérgio Cabral.

Helicópteros, hospitais de campanha e tropas das Forças Armadas ajudam nos trabalhos de resgate e apoio a vítimas ao lado das equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil. A Força Nacional de Segurança Pública também enviou bombeiros, peritos e policiais militares para a área.

Nova Friburgo é a cidade com maior número de mortos, 325, seguida por Teresópolis, com 280, Petrópolis, com 62, e Sumidouro com 20, segundo dados das autoridades locais.

A Defesa Civil já mapeou áreas de risco para futuramente retirar as famílias das casas situadas em locais de perigo.

Ao menos 250 casas correm risco somente na cidade de Nova Friburgo. Ao todo, quase 1.500 pessoas vivem nessa áreas de perigo.

"Estamos orientando as pessoas que vivem em locais de nível 4 (máximo de risco) que deixem suas casas. Esse é um trabalho que começou logo depois do temporal, mas ele é lento", disse à Reuters o tenente Rubens Plácido, do Corpo de Bombeiros de Nova Friburgo.

"Tem gente que não quer sair e estamos estudando um meio na Justiça para obter apoio da força policial", acrescentou ele.

A chuva deu uma trégua, e com o clima seco, a lama se transformou em barro, mas a poeira levantada pelos carros provoca incômodo aos moradores.

(Com reportagem adicional de Sérgio Queiroz em Nova Friburgo)

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