Mortes por falta de UTIs já somam 35 no Ceará

Já são 35 mortes, em pouco mais de um mês, por falta de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) nos hospitais públicos de Fortaleza. De acordo com a Central de Referência e Regulação de Internações (Crifor), morreu mais uma pessoa, L.P.S., de 77 anos, nesta segunda-feira, à espera de um leito no Hospital Geral. Neste domingo, o paciente S.O.G., de 84 anos, morreu no Hospital Nossa Senhora da Conceição, no Conjunto Ceará. Até o final da tarde desta segunda-feira, outras 12 pessoas aguardavam transferência para uma UTI. O governador Lúcio Alcântara repassou à Prefeitura de Fortaleza a primeira parcela para o aluguel de vagas na rede de saúde privada. Dos R$ 400 mil anunciados na semana passada pelo ministro Humberto Costa, que seriam repassados mensalmente, foram pagos R$ 100 mil. O restante será pago em três parcelas.O cheque foi entregue por Alcântara ao secretário municipal de Saúde, Galeno Taumaturgo. Com o dinheiro, a Prefeitura vai alugar 30 leitos de UTI em hospitais particulares por um prazo de até 120 dias, quando serão disponibilizados mais 50 leitos na rede pública. De acordo com o coordenador da Crifor, Cristiano Rola, o aluguel está sendo negociado, mas ainda não há definição de quando e nem quais serão os hospitais.

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