Morte de senador suspende Congresso e adia CPI dos cartões

Leitura do requerimento seria nesta tarde; após instalação, líderes terão 5 dias para indicar comando

Agência Brasil, Agencia Estado

20 de fevereiro de 2008 | 09h46

Com a morte do senador Jonas Pinheiro (DEM-MT), o Congresso Nacional transferiu para esta quinta-feira, 21, a sessão de leitura do requerimento de criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Cartões Corporativos. A partir daí, os líderes partidários terão cinco dias para indicar os deputados e senadores que participarão da CPMI.   Veja também:   Entenda a crise dos cartões corporativos   Jucá estuda propor que PSDB presida CPI dos Cartões Oposição protocola CPI exclusiva do Senado nesta terça Lula: 'Não tenho tempo a perder com CPI'   "Se os líderes indicarem rapidamente e se tudo andar bem, poderemos ter a instalação da CPMI na próxima semana", afirmou o presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN). Ele disse que ainda acredita num entendimento entre governo e oposição em torno dos cargos de comando da CPMI. O PT e o PMDB indicaram relator e presidente, mas a oposição reivindica uma das vagas, já que dois dos partidos que a integram - DEM e PSDB - formam a maior bancada no Senado.     Por conta disso, na terça a oposição protocolou requerimento para criação de uma CPI dos Cartões Corporativos apenas no Senado. Garibaldi voltou a afirmar que, apesar de não haver impedimento legal para que duas CPIs sobre o mesmo assunto funcionem no Congresso, é favorável apenas à CPI mista. "Não há impedimento legal, mas, no caso de senadores envolvidos nas duas comissões, não se pode dizer que é conveniente, adequado", comentou.     "Está faltando bom senso em ver que a melhor solução, no momento, para a CPI, para o Senado e para a Câmara, é a CPI mista", acrescentou. O requerimento de criação da CPI dos Cartões Corporativos no Senado será analisado na reunião de líderes marcada para a próxima terça-feira (26).    O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), autor do requerimento da CPI mista, admitiu que a CPI exclusiva do Senado é instrumento de pressão da oposição no governo na busca por uma das vagas no comando da CPMI. "Foi uma estratégia do Senado para pressionar. A CPI no Senado foi proposta como um instrumento legítimo da oposição", disse.   Texto atualizado às 14 horas 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.