Morte de portugueses leva PF a investigar prostituição

A Polícia Federal está investigando mais cinco mulheres que teriam ido, na madrugada do dia 12, ao aeroporto Internacional Pinto Martins, recepcionar os seis empresários portugueses assassinados em Fortaleza. Quem informa é o superintendente da PF do Ceará, Francisco Wilson Vieira Nascimento. Ele disse não ter certeza se essas mulheres seriam garotas de programa contratadas por Luís Miguel Militão Guerreira, que já confessou ser um dos autores da chacina. Nascimento informou ainda que, na mala utilizada por Guerreiro na fuga para o Maranhão, foi encontrado o número de uma conta no exterior. "Mas ainda não se sabe de quem é essa conta, e nem quanto está depositado nela. Só saberemos depois da quebra do sigilo bancário", acrescentou. Para ele, ainda não se pode afirmar que Guerreiro faça parte de uma rede internacional de prostituição. Mas a hipótese está sendo investigada.Nesta tarde, agentes federais retornaram ao local onde os corpos dos empresários estavam enterrados, a boate Vela Latina, na Praia do Futuro. Juntamente com especialistas em solos da Universidade Federal do Ceará, eles foram atrás de mais elementos para a elucidação do crime. Teriam ido verificar, também, a possibilidade de haver mais dois corpos enterrados lá. Seriam de duas garotas de programa que teriam desaparecido, após contato com Guerreiro. Os peritos da UFC teriam descartado a existência de outras vítimas sepultadas na boate. A PF nega a procura de novos corpos. Informa que o serviço foi feito apenas para procurar vestígios. A mulher de Guerreiro, Maria Leandro, foi ouvida novamente hoje pela PF. Voltou a negar participação no crime.

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