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Morte de pacientes renais deixa Caruaru em alerta

A morte de sete pacientes do Centro Regional de Hemodiálise do Agreste, na cidade de Caruaru, entre os dias 15 de junho e 4 de julho, colocou em alerta as autoridades de saúde de Pernambuco. O temor era a repetição do ocorrido em 1996, quando a contaminação da água do Instituto de Doenças Renais de Caruaru matou 72 das 141 pessoas contaminadas em tratamento. A Secretaria estadual de Saúde não identificou nenhuma relação entre as mortes e o tratamento da hemodiálise, mas criou uma comissão formada por três médicos para investigar o caso. O Ministério da Saúde também enviou uma equipe de cinco técnicos - dois da Secretaria da Vigilância em Saúde e três da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) - para auxiliar na investigação. ?As mortes foram por causas diversas?, disse o diretor estadual de Vigilância Sanitária, Jaime Brito. ?Foram mortes por traumatismo craniano, infecção respiratória, arritmia cardíaca e septicemia?. O secretário de Saúde, Guilherme José Robalinho disse que um dos mortos estava inscrito para fazer hemodiálise, mas ainda não tinha feito nenhuma sessão. Segundo Jaime Brito, a média mensal de óbitos de pacientes em tratamento de hemodiálise no Centro Regional do Agreste foi de 2,5 no ano passado e 2,3 neste ano. Ele afirmou que todas as análises bacteriológicas, físico-químicas, de algas e de metais realizadas na água utilizada pela clínica, de janeiro a junho deste ano, tiveram resultados satisfatórios. O delegado de Caruaru, Vamberto Gomes de Sousa, instaurou inquérito para apurar as mortes. Nesta quinta-feira, ele ouviu o diretor do Centro Regional, Antônio Peixoto. Até a próxima semana, pretende ouvir médicos e enfermeiras que trabalham no local e familiares das vítimas.Pelas mortes por contaminação em 1996, ninguém foi punido. A justiça absolveu, no ano passado, os dois diretores do IDR ? Bráulio Coelho e Antonio Bezerra - pela responsabilidade das mortes, alegando insuficiência de provas. O promotor do Ministério Público Zadir Bezerra recorreu ao Tribunal de Justiça de Pernambuco, que ainda não se pronunciou.

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