Morte de desembargador foi por problemas cardíacos, diz Polícia de SP

Antonio Carlos Viana Santos morreu em casa, na madrugada de 26 de janeiro, sem qualquer sinal de violência, segundo delegada

Fausto Macedo, de O Estado de S.Paulo,

16 de fevereiro de 2011 | 22h22

SÃO PAULO - A Polícia de São Paulo divulgou na noite desta quarta-feira, 16, que o desembargador Antonio Carlos Viana Santos, presidente do Tribunal de Justiça do Estado, foi vítima de "morte súbita com origem cardíaca".

 

A informação foi dada pela delegada Victória Lobo Guimarães, da 78.ª Delegacia (Jardins), que conduziu o inquérito sobre o caso - o magistrado morreu em casa, na madrugada de 26 de janeiro.

 

"Não há qualquer sinal de violência, foi morte natural", afirmou a delegada, há 23 anos na carreira. "O inquérito está concluído e será encaminhado nesta quinta feira à Justiça." Para Victória, o caso deverá ser arquivado. "Não há crime a ser apurado, não há nenhum indício de morte violenta."

 

O laudo necroscópico é assinado pelo médico legista José Roberto Guarniero. A perícia incluiu exame de vísceras e estômago, análise toxicológica e de dosagem alcoólica.

 

A polícia ouviu cerca de 10 pessoas que estiveram com Viana horas antes de sua morte e os primeiros a chegarem ao apartamento da Rua José Maria Lisboa, onde o magistrado residia com a advogada Maria Luiza Pereira Viana Santos, sua mulher.

 

"O laudo é taxativo: não foi identificado nenhum sinal de violência", reiterou a delegada. "A polícia trabalha com provas, somos técnicos. Não houve crime, não há o que ser investigado."

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