Morte de deputado não altera votação do Código Florestal

A morte do deputado federal Moacir Micheletto (PMDB-PR), ocorrida ontem na rodovia PR-239, no trecho entre Toledo e Assis Chateaubriand, no Paraná, não deve interferir na votação do novo Código Florestal, prevista para março. Titular das comissões de Agricultura, Pecuária e Meio Ambiente e integrante da bancada ruralista, o deputado atuou na elaboração do novo código e era uma das lideranças nos debates.

JULIO CESAR LIMA, Agência Estado

31 de janeiro de 2012 | 18h27

Segundo o presidente da República em exercício, Michel Temer (PMDB-SP), que compareceu ao velório de Micheletto em Assis Chateaubriand, o processo de votação não deve ser alterado. "Todos vão lembrar com muita saudade, especialmente quando entrar em votação o Código Florestal. Micheletto foi daqueles que ao lado de tantos outros companheiros trabalhou intensamente pela aprovação. Haverá saudade, mas essa saudade será mobilizadora para a própria votação", disse Temer, que juntamente com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT-PR), do ministro dos Esportes, Aldo Rebelo (PC do B) e do ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, formou uma comitiva de Brasília para homenagear o parlamentar.

O corpo do deputado foi velado durante 24 horas no Salão Paroquial Nossa Senhora do Carmo, em Assis Chateaubriand, de onde partiu para Toledo. Ele foi enterrado às 17h30 no Cemitério Municipal, onde estão os corpos de seus pais. Eleito pela sexta vez consecutiva com 121 mil votos, o corpo foi visitado por milhares de eleitores da cidade, base eleitoral de Micheletto. Com sua morte, o suplente Odílio Balbinotti deve assumir a vaga.

Na opinião de Gleisi Hoffmann, que transmitiu mensagem da presidente Dilma Rousseff, em visita a Cuba, o Estado perdeu um aliado. "Com certeza perdeu muito o Paraná. Micheletto, além de ser um excelente deputado que defendia o nosso Estado, a região, a agricultura, era um amigo que eu tive a oportunidade de caminhar junto durante a minha campanha eleitoral, da presidenta Dilma. Hoje eu falei com ela, que chegou em Cuba e pediu para transmitir os sentimentos para a família, para o povo do Paraná, que ela sempre teve um deputado, um aliado de primeira hora, uma pessoa que contribuiu e ajudou muito o Brasil. Então venho aqui trazer meus sentimentos à família, ao povo de Assis, da região, pois vai fazer muita falta o Micheletto para nós, com certeza", disse a ministra.

Na opinião do ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, Micheletto demonstrava espírito público. "Ele era um homem do diálogo, extremamente articulado, ele era incapaz de pensar em si, tinha um espírito público maravilhoso, era para somar, caso contrário não contassem com ele, que nasceu para somar. Ele sempre pensava isso, "tu faz pela agricultura", e acho eu esse era o pedido para todos nós", resumiu. Por causa da morte de Micheletto, o governador Beto Richa (PSDB-PR), que também foi a velório do deputado, decretou luto oficial no estado por três dias.

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