Morte de cavalos será investigada

A morte de 28 cavalos e éguas do plantel da Fazenda São Joaquim, mantida pelo Instituto Butantã no município de Araçariguama, a 50 quilômetros de São Paulo, para a produção de soros antiofídicos e antitóxicos, está sendo investigada pelo setor de defesa sanitária animal da Secretaria de Estado da Agricultura. Essas substâncias, que o Butantã distribui a hospitais de quase todo o País, são produzidas a partir da inoculação de pequenas quantidades de toxinas e venenos de cobra no sangue dos eqüinos. Entre os antitóxicos, o mais conhecido é o que combate o tétano. Os animais vêm morrendo desde a última quinta-feira. Hoje, cerca de 40 continuavam doentes. Embora apresentassem sintomas de intoxicação, a causa das mortes era desconhecida. Técnicos da secretaria fizeram a coleta de amostras do sangue de animais doentes e enviaram para o laboratório da USP. Ração, água e feno também estão sendo examinados. Alguns animais foram submetidos a necrópsia na seção de patologia do Jockey Club de São Paulo. Os resultados dos exames ainda não ficaram prontos. Caso seja constatada doença infecto-contagiosa, o plantel terá que ser interditado. O coordenador regional de defesa sanitária animal da secretaria, Reginaldo Campanhã, acredita que tenha ocorrido intoxicação por alimento ou outro agente. Restos da ração consumida pelos animais que adoeceram foram enviados para o Instituto Adolpho Lutz, mas o laudo só fica pronto na próxima semana. A alimentação dos eqüinos foi alterada. O assistente técnico de direção do Butantã, Rosalvo Guidolin, informou que a produção de soros continua normal, com a utilização do plantel sadio. A fazenda possui mais de 300 cavalos e éguas, usados exclusivamente para fins médicos e científicos.

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