Morte de Campos deixa população de Pernambuco perplexa

Na capital e em todo o Estado de Pernambuco, a sensação é de perplexidade com a confirmação da morte do presidenciável Eduardo Campos (PSB) e parte de sua equipe de campanha, após um acidente aéreo no final da manhã desta quarta-feira, 13, em Santos (SP).

MONICA BERNARDES, ESPECIAL PARA AE, Estadão Conteúdo

13 de agosto de 2014 | 15h30

Nas ruas, nos pontos comerciais, paradas de ônibus, nas escolas, o acidente era o tema principal das conversas entre as pessoas. Num dos principais shoppings da capital pernambucana, localizado no bairro de Boa Viagem, centenas de pessoas se aglomeravam na praça de alimentação em busca de informações sobre o desastre. Muitas choravam e lamentavam a morte do presidenciável e seus assessores.

Escolas e faculdades suspenderam as aulas no período da tarde. O expediente nos principais órgãos e repartições públicas também ficou paralisado, apesar de não haver determinação oficial.

Empregados públicos e cidadãos que procuravam atendimento buscavam informações e lamentavam o ocorrido. Como todas as vítimas eram pernambucanas ou moravam no Estado há muitos anos, vários amigos e parentes também acabaram sendo pegos de surpresa, no meio do trabalho, das compras, das aulas, sensibilizando quem estava por perto.

Em diversos bairros, moradores colocaram panos pretos nas grades e janelas, sinalizando o luto pela perda do ex-governador e dos integrantes da equipe. O governador João Lyra Neto (PSB) deverá conceder uma entrevista coletiva nesta quarta, no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual. Um esquema especial de segurança está sendo montado para receber a população, que já começa a se deslocar para a região. Em vários municípios do interior, já há informações sobre a formação de caravanas em direção à capital.

Mais conteúdo sobre:
Eduardo CamposPernambuco

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.