Morte de agente não teve relação com Cachoeira, diz PF

Segundo a polícia, Wilton Tapajós foi vítima de quadrilha de roubo de carros

Lisandra Paraguassu, de O Estado de S. Paulo

15 de agosto de 2012 | 20h13

O agente da Polícia Federal Wilton Tapajós foi vítima de uma quadrilha de roubo de carros. O policial, que havia trabalhado na operação que levou à prisão do contraventor Carlinhos Cachoeira, foi assassinado dentro do cemitério de Brasília por dois homens que levaram seu carro, um gol branco, encontrado esta semana próximo à cidade de Barreiras, na Bahia.

Por ter sido um dos investigadores da Operação Monte Carlos, havia a suspeita de que Tapajós tivesse sido morto em uma conexão com a prisão de Cachoeira. Nesse momento, no entanto, a Polícia Federal garante que o crime não teve qualquer ligação com as investigações das quais Tapajós participou. "Tínhamos várias linhas investigativas, mas nesse momento temos 99% de certeza que a morte não teve ligação com a atividade profissional do agente", garantiu o delegado Alessandro Moretti, responsável pelo caso.

A hipótese de latrocínio estava sendo considerada, mas não era a linha mais forte de investigação. Nos últimos dias, no entanto, com a descoberta do carro do agente na Bahia, descobriu-se a atuação de uma quadrilha que atuava em Brasília e revendia o carro a receptadores no entorno, que então os encaminhava para o nordeste.

Seis pessoas foram presas, além de um menor de 15 anos que também fazia parte da quadrilha. São eles dois receptadores na Bahia, os três homens que participaram do assalto no cemitério, um receptador na cidade satélite de Valparaíso. De acordo com Moretti, os assaltantes confessaram o crime, mas afirmaram não saber que a vítima era um policial. A PF também encontrou outras pessoas que foram assaltadas pela mesma quadrilha no cemitério.

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