Paulo Liebert/AE
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Morre Paulo Renato Souza, aos 65 anos

Ex-ministro da Educação no governo FHC sofreu enfarte em hotel em São Roque; corpo será enterrado na manhã desta segunda, 27, em São Paulo

O Estado de S. Paulo

26 de junho de 2011 | 22h00

Morreu na noite de sábado, 25, aos 65 anos, o economista gaúcho Paulo Renato Souza, ex-ministro da Educação no governo Fernando Henrique Cardoso. Ele passava o feriado com familiares em um hotel em São Roque (SP) quando sofreu um enfarte. O corpo começou a ser velado na manhã de domingo, 26, na Assembleia Legislativa, e será enterrado nesta segunda, 27, às 10 horas, no Cemitério do Morumbi, zona sul de São Paulo.

Segundo a assessoria de Paulo Renato, ele vinha enfrentando problemas cardíacos. Depois de sofrer o enfarte, o ex-ministro chegou a ser levado ao hospital, mas não houve tempo de socorrê-lo.

Nascido em Porto Alegre em 10 de setembro de 1945, Paulo Renato formou-se em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Fez mestrado na Universidade do Chile e doutorado na Unicamp - onde foi professor titular e reitor, entre 1987 e 1991.

Paulo Renato foi um dos fundadores do PSDB, em 1988, e ocupou cargos públicos tanto no Brasil como no exterior. Além de ministro da Educação nos oito anos do governo FHC, foi eleito deputado federal em 2006 e licenciou-se do mandato em março de 2009 para assumir pela segunda vez a Secretaria Estadual da Educação - havia ocupado o posto no governo Franco Montoro, entre 1984 e 1986.

À frente do Ministério da Educação (MEC), Paulo Renato ganhou reconhecimento pela criação do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) e do Fundo de Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef) e reformulação do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb). A repercussão desse trabalho fez com que surgisse no tucano o sonho de suceder o então presidente Fernando Henrique Cardoso.

Fora do Brasil, foi gerente de Operações do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Washington. Nos anos 70, trabalhou na Organização Internacional do Trabalho (OIT) como diretor-associado do Programa Regional do Emprego para América Latina e o Caribe, e em outras agências da ONU.

Políticos de diversos partidos e profissionais da educação foram ontem à Assembleia homenagear o ex-ministro. Paulo Renato deixa três filhos - as duas filhas moram fora do País e embarcaram ontem para o Brasil, para acompanhar o enterro - e seis netos.

Paulo Renato Neto disse ontem que o pai morreu “de forma serena, completamente indolor”, e que vivia “num momento de vida em que estava muito feliz”. “Foi um grande amigo e a pessoa com quem aprendi valores como lealdade e sinceridade. Estou muito triste e ao mesmo tempo feliz por ter herdado esses valores e poder passá-los para os meus filhos.”

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