Morre o ex-cacique e ex-deputado Mário Juruna

Primeiro e único índio brasileiro a se tornar deputado federal, o ex-cacique Xavante Mário Juruna, 58 anos, morreu na noite desta quarta-feira no hospital Santa Lúcia, em Brasília, depois de 15 dias de internação, por complicações renais. Juruna, que era diabético e hipertenso, estava internado na UTI do hospital.Depois de alguma polêmica entre a família e políticos do PDT, partido pelo qual foi eleito deputado, ficou decidido que o velório de Mário Juruna será na Câmara dos Deputados, e não na sede da Funai. O corpo deverá seguir nesta quinta-feira para a aldeia Xavante Namunkurá, em Barra do Garças, no Mato Grosso.?O Mário foi uma figura de expressão nacional de grande significado para o povo Xavante e para toda comunidade indígena brasileira?, afirmou o presidente da Funai, Otacílio Antunes.O ministro da Justiça, Paulo de Tarso Ribeiro, orientou a Funai a prestar todo auxílio necessário à família, inclusive a providência de um avião para o translado do corpo.Juruna já vivia em cadeiras de rodas há mais de cinco anos por causa de complicação da diabetes. Casado duas vezes, com 12 filhos, morava no Guará, cidade-satélite a 20 quilômetros de Brasília. Recebia do PDT uma ajuda de custo de cerca de R$ 3 mil. Juruna ficou famoso por andar em Brasília com um gravador em punho para gravar as promessas feitas pelos políticos para as reivindicações índigenas.

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