Epitácio Pessoa/Estadão
Epitácio Pessoa/Estadão

Morre Luiz Gushiken aos 63 anos

O ex-ministro da Comunicação Social do governo Lula e fundador do PT lutava contra um câncer

O Estado de S. Paulo

13 Setembro 2013 | 21h34

O ex-ministro Luiz Gushiken morreu na noite desta sexta-feira, 13, em São Paulo, aos 63 anos, em decorrência de um câncer contra o qual lutava há 12 anos. Ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês, na região central. O velório será a partir das 7h deste sábado no Cemitério do Redentor, na avenida dr. Arnaldo, em São paulo. O sepultamento está marcado para as 16h no mesmo local. 

Nascido em Osvaldo Cruz, interior paulista, em maio de 1950, Gushiken foi um dos fundadores do PT, onde ocupou diversos cargos, entre eles o de vice-presidente. Ao lado dos principais líderes da sigla, como Luiz Inácio Lula da Silva, José Dirceu e Ricardo Berzoini, foi também um dos fundadores da Central Única dos Trabalhadores. Em 1989, coordenou a campanha presidencial do Lula, que disputou e perdeu o 2º turno para Fernando Collor. Coordenou depois a de 1998.

Começou sua vida política como sindicalista, tendo intensa participação nas greves contra a ditadura, no final dos anos 1980. Foi deputado federal por três mandatos e ministro da Comunicação Social durante o primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ainda jovem, Gushiken mudou-se para São Paulo, onde morou no Brás e começou a trabalhar como escriturário no Banco do Estado de São Paulo, o Banespa, onde ficou de 1970 a 1999. Daí passou a atividades sindicais, chegando à presidência do Sindicato dos Bancários.

À época da ditadura, militou na tendência Liberdade e Luta (Libelu), braço da Organização Socialista Internacionalista, de orientação trotskista.

Como ministro das Comunicações, ainda em 2005, ele foi acusado de manipular verbas de publicidade do governo e acabou deixando o cargo. Passou a viver em São Paulo, onde tinha uma chácara em Indaiatuba.

Gushiken chegou a ser denunciado com outros líderes petistas no processo do mensalão. Acusado de peculato, o próprio procurador-geral Roberto Gurgel pediu sua exclusão do processo - e o Supremo Tribunal Federal o tirou da lista de réus.

Figura discreta, adepto da fé bahai, Gushiken estava doente há vários anos - em 2009 teve um enfarte e setembro de 2010 internou-se no Hospital Sírio- Libanês para colocação de um stent. Teve em seguida várias complicações e em agosto passado internou-se no Hospital Nove de Julho, também na área central de São Paulo - do qual voltou para o Sírio Libanês.

Um de seus últimos contatos com os amigos foi uma visita que recebeu, na semana passada, de alguns velhos companheiros petistas, como José Dirceu e Aloizio Mercadante. Deixa a mulher, Elizabeth, e três filhos

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