Morre aos 79 anos o jornalista Maurício Azêdo

O presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) teve parada cardíaca no Hospital Samaritano, onde estava internado há duas semanas

Fábio Grellet, Agência Estado

25 de outubro de 2013 | 19h27

Rio - O jornalista e advogado Maurício Azêdo, presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), morreu às 18 horas desta sexta-feira, 25, Rio, aos 79 anos, vítima de parada cardíaca. Ele estava internado havia duas semanas no Hospital Samaritano, em Botafogo (zona sul), por causas não divulgadas pela instituição.

Carioca nascido em Laranjeiras, bairro da zona sul da cidade, Oscar Maurício de Lima Azêdo formou-se em Direito em 1960 pela Faculdade de Direito do Catete, mas continuou se dedicando ao jornalismo, que exercia desde 1958.

Nesses 55 anos, Azêdo foi repórter, redator, cronista, editor, chefe de reportagem, editor-chefe e diretor de redação de veículos como Jornal do Commercio, Diário Carioca, Jornal do Brasil, Diário de Notícias, Jornal dos Sports, Última Hora, O Dia, O Estado de S. Paulo e Folha de S.Paulo.

"Maurício foi não só um jornalista, mas essencialmente um homem de jornal, que deu uma contribuição notável para o jornalismo brasileiro, e foi uma pessoa coerente com suas ideias ao longo de toda a vida", disse Ricardo Pedreira, diretor executivo da Associação Nacional de Jornais (ANJ).

Azêdo também atuou em revistas como Manchete, Fatos & Fotos, Pais & Filhos, Realidade e Placar, cuja criação foi baseada em um projeto de sua autoria e da qual foi o primeiro editor-chefe.

Em parceria com o jornalista Fausto Neto, foi autor de uma biografia do jogador de futebol Almir Albuquerque, o Almir Pernambuquinho, publicada originalmente como uma série de reportagens da revista Placar, em 1975.

Nos anos 1970, Azêdo foi o principal editor do Boletim ABI, um dos mais importantes jornais de contestação do regime militar. Ele também foi um dos fundadores e diretores do Cineclube Macunaíma, que realizou sessões e atividades culturais na ABI de 1973 a 1985.

Militante da União da Juventude Comunista, Azêdo integrou o PCB e depois o PDT. Em 1982, passou a se dedicar também à vida pública, elegendo-se vereador no Rio em três legislaturas (1983-1988, 1989-1992, 1993-1996).

Também foi presidente da Câmara Municipal no biênio 1983-1985, secretário municipal de Desenvolvimento Social (1986-1987) e conselheiro do Tribunal de Contas do Município do Rio entre 1999 e 2004.

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