CONRERP/RJ - 24/5/2010
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Organizador do Prêmio Esso, jornalista Ruy Portilho morre aos 74 anos

Portilho trabalhou na sucursal do 'Estado' no Rio de Janeiro e organizou, durante mais de 20 anos, o mais importante prêmio da imprensa brasileira

O Estado de S.Paulo

13 Junho 2018 | 23h02

Funcionário da sucursal no Rio de Janeiro do Estado do Jornal da Tarde nas décadas de 1970 e 1980, onde exerceu diversos cargos de chefia, o jornalista e advogado Ruy Portilho, de 74 anos, morreu na madrugada desta quarta-feira, 13, vítima de câncer de pulmão, no Rio de Janeiro. Ele também se tornou muito conhecido como organizador, durante mais de 20 anos, do Prêmio Esso de Jornalismo, o mais importante da imprensa brasileira. 

Portilho começou a carreira de quase 60 anos na década de 1960, na Editora Bloch, que editava a revista Manchete, entre outras. Depois se transferiu para a sucursal do Estado e do Jornal da Tarde, onde desempenhou várias funções.

Em 1981, Portilho liderou, como chefe de reportagem do Estado, a apuração jornalística do caso do atentado do Riocentro, cobertura que rendeu um Prêmio Esso ao então repórter Antero Luiz. O episódio foi um frustrado ataque a bomba ao Centro de Convenções do Riocentro, na zona oeste do Rio, onde era promovido um show comemorativo do Dia do Trabalhador, em 30 de abril. Transcorria a ditadura militar no Brasil e dois militares planejavam lançar duas bombas durante o evento, mas uma delas explodiu antes, matando um deles e ferindo o outro militar. 

“Muito mais que um chefe, perdi um grande companheiro, competente e amigo”, lamentou Antero, que classifica Portilho como “inesquecível chefe de reportagem, meu apoio e incentivo na cobertura do caso do Riocentro”. “Trabalhamos poucos anos juntos, porque eu saí em 1982, mas ele se tornou um amigo pessoal muito querido”.

O jornalista Fernando Molica, que teve  Portilho como chefe no início da carreira, quando atuou - inicialmente como estagiário - na sucursal do Estadão, a partir de 1981,  também lamentou a morte: “Foi um grande chefe, um grande colega. Um dos tantos jornalistas experientes que me adotaram, incentivaram, ajudaram, corrigiram. Mais um daquele grupo que sai de campo muito cedo”, escreveu nas redes sociais.

Em 1984, Portilho ganhou um Prêmio Esso com a reportagem “Os 20 Anos do BNH (Banco Nacional da Habitação)”, publicada no Jornal da Tarde. Após sair do jornal, ele trabalhou como  diretor de comunicação e marketing das empresas do grupo Viamar e foi coordenador de comunicações externas da Esso Brasileira de Petróleo. Nesse período, coordenou o Prêmio Esso de Jornalismo.

Portilho deixa três filhos. O jornalista  será velado das 9h às 11h desta quinta-feira , 14, na capela 3 do Cemitério Memorial do Carmo, no Caju (zona norte do Rio). Em seguida será cremado.

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