Morre ACM, o último grande coronel da política

Parlamentar baiano, de 79 anos, estava internado no Incor desde o dia 13 de junho, com problemas renais e cardíacos; enterro será à tarde em Salvador

Moacir Assunção e Tiago Décimo, O Estadao de S.Paulo

21 de julho de 2007 | 00h00

Último grande coronel da política e figura onipresente na história do poder no País nas últimas décadas, o senador Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA), de 79 anos, morreu ontem às 11h40 no Instituto de Coração (Incor) em São Paulo. ACM teve, segundo boletim médico, falência múltipla dos órgãos e insuficiência cardíaca. Estava internado desde 13 de junho com problemas renais e cardíacos. Há uma semana, seu quadro começou a se agravar, após sofrer uma crise gastrointestinal.O corpo de ACM saiu do hospital por volta das 17 horas em um veículo da Prefeitura de São Paulo, seguido por um cortejo de carros escuros que levavam a família. Ele foi levado para a Base Aérea de São Paulo, em Guarulhos, de onde um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), cedido pela Presidência, levou-o para Salvador. Chegou às 20h46 à Base Aérea de Salvador, onde o esperavam cerca de 200 pessoas entre parentes, amigos e políticos, incluindo o prefeito de Salvador, João Henrique Carneiro (PMDB), o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), e o ex-governador e presidente do DEM no Estado, Paulo Souto.ACM foi levado em carro aberto do Corpo de Bombeiros do aeroporto até o Palácio da Aclamação, onde sua família já esperava. O velório é aberto ao público, que, ainda antes da chegada do avião a Salvador, fazia fila na entrada do palácio - que foi residência oficial de ACM quando ocupou o cargo de governador. O senador será enterrado na tarde de hoje, no Cemitério Campo Santo, ao lado do filho, Luís Eduardo Magalhães, que morreu em 1998.Em São Paulo, durante todo o dia, parentes de ACM estiveram no hospital - sua mulher, Arlete, o filho Antonio Carlos Magalhães Júnior, o neto, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM), a filha, Tereza, e a viúva de Luís Eduardo, Michele. Também foram até lá políticos, como o senador Romeu Tuma (DEM-SP) e o prefeito Gilberto Kassab (DEM), e o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf.

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