Globo/Zé Paulo Cardeal
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Morre a jornalista Cristiana Lôbo aos 64 anos

Ex-colunista do Estadão morreu em decorrência de um câncer na medula

Redação, O Estado de S.Paulo

11 de novembro de 2021 | 10h39
Atualizado 11 de novembro de 2021 | 22h12

Correções: 11/11/2021 | 22h12

A jornalista Cristiana Lôbo morreu nesta quinta-feira, 11, aos 64 anos, em decorrência de um mieloma múltiplo, um tipo de câncer que afeta células da medula. Cristiana estava internada no hospital Albert Einstein, em São Paulo. A informação foi divulgada pela emissora de TV GloboNews, onde a jornalista trabalhava como comentarista de política.

Afastada do trabalho desde o ano passado para tratar a doença, Cristiana, segundo a GloboNews, contraiu uma pneumonia, o que levou à internação, no fim de semana passado, e agravou seu estado de saúde, já debilitado.

A morte da jornalista especializada na cobertura dos bastidores do poder foi lamentado por colegas de profissão, políticos, amigos e admiradores. A apresentadora Leilane Neubarth se emocionou ao noticiar a perda da colega.

“Estamos todos sofrendo aqui, está muito difícil fazer jornal nesse dia, mas vamos seguir em homenagem a ela. Aprendi demais com ela como jornalista e ser humano”, afirmou Leilane.

Cristiana atuava no jornalismo havia mais de 30 anos. Começou sua carreira em Goiás, seu Estado natal. Depois, passou pelas redações de O Globo e do Estadão, onde assinou a Coluna do Estadão, antes de migrar para a televisão. Desde 1997, a jornalista atuava como comentarista da área de política da GloboNews.

Repercussão. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), foi um dos que lamentaram o falecimento da jornalista. “Cristiana era substancial na cobertura do Congresso Nacional, fruto do seu trabalho realizado com muito profissionalismo em defesa da democracia e da liberdade de expressão”, afirmou Pacheco.

Nas redes sociais, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse que Cristiana era “uma profissional com que todos nós gostávamos de conversar”. Ao abrir a sessão de ontem no Supremo Tribunal Federal, o presidente da Corte, ministro Luiz Fux, declarou que a jornalista “cobria com muita excelência a política brasileira, sempre com distinção, com zelo, com informação”.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) descreveu Cristiana como “forte, incisiva, objetiva, doce, amável e inteligente”. A senadora Simone Tebet (MDB-MS) afirmou que “neste tempo de tamanho ataque à imprensa, a democracia perdeu uma grande guerreira”. A deputada Luiza Erundina (PSOL-SP) afirmou que Cristiana “deixa um legado incomparável de gentileza e amor ao jornalismo”. 

Pré-candidatos à Presidência da República também homenagearam a jornalista. “Meus sentimentos à família, amigos e amigas da Cristiana Lôbo”, escreveu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse que Cristiana era “uma das mentes mais brilhantes do jornalismo”. Para o ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes (PDT), “o jornalismo perdeu uma grande profissional”. 

Completa’. A jornalista Eliane Cantanhêde, colunista do Estadão, afirmou que Cristiana teve “uma vida completa”. “Querida pelos colegas, respeitada pelas fontes, ótima mãe e avó e teve um lindo casamento.” A economista e também colunista do Estadão Elena Landau disse que a jornalista “mudou a análise política no país”.

Cristiana deixa o marido, dois filhos e dois netos.


 


 


 

 

 

 


 

Correções
11/11/2021 | 22h12

Versão anterior deste texto afirmava que Cristiana Lôbo tinha 63 anos. Ela tinha 64. A informação foi corrigida.  

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