Antonio Cruz/Agência Brasil
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Moro terá licença de uma semana para tratar de 'assuntos particulares'

Licença não remunerada do ministro será tirada no período de 15 a 19 de julho e foi autorizada por despacho presidencial

Luci Ribeiro e Breno Pires, O Estado de S.Paulo

08 de julho de 2019 | 10h07
Atualizado 08 de julho de 2019 | 21h32

BRASÍLIA – No centro de uma polêmica por conta de supostos diálogos com a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, ficará afastado do cargo na próxima semana “para tratar de assuntos particulares”. A licença vai valer de 15 a 19 de julho e foi autorizada por despacho presidencial publicado ontem no Diário Oficial da União. A assessoria do ministério acrescentou que se trata de uma licença não remunerada prevista em lei.

“Por ter começado a trabalhar em janeiro, o ministro não tem ainda direito a gozar férias. Então, está tirando uma licença não remunerada”, informou a assessoria do ministério.

Segundo um auxiliar no ministério, o afastamento já estava sendo planejado desde que o ministro assumiu, e não tem relação com a repercussão de supostos diálogos entre o ministro e procuradores da Lava Jato. Divulgadas pelo site The Intercept Brasil, as conversas sugerem que Moro interferiu no andamento da operação quando era juiz federal em Curitiba. Ele não reconhece a autenticidade das mensagens e tem negado condutas indevidas.

Porta-voz diz que licença de Moro servem  para ‘reenergizar’ corpo

O porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros, afirmou que a semana de licença de Moro “faz parte do contexto de reenergizar o nosso corpo para prosseguirmos no combate”. “Trabalhar é importante, mas descansar também faz parte do contexto de reenergizar o nosso corpo para prosseguirmos no combate”, disse o porta-voz.

Rêgo Barros destacou que, no ano passado, ainda como juiz federal, Moro planejava tirar férias com a família em janeiro, mas adiou os planos para julho após o convite para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública. O porta-voz também frisou que o período de licença não remunerada de Moro “naturalmente é importante a todos nós”. /COLABOROU JULIA LINDER

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