Amanda Perobelli/Reuters
Amanda Perobelli/Reuters

Moro pede para Congresso se debruçar sobre pacote anticrime

Ministro disse que pacote poderia tramitar em conjunto com a Nova Previdência, sem prejuízos

Camila Turtelli, O Estado de S.Paulo

20 de março de 2019 | 10h28

BRASÍLIA - Com o adiamento da tramitação do seu pacote de medidas de segurança pública, o ministro da Justiça, Sergio Moro, aproveitou o lançamento da Frente Parlamentar de Segurança, a chamada Bancada da Bala, para pedir celeridade ao seu projeto. "Vou conversar respeitosamente com o presidente da Casa (Rodrigo Maia, DEM-RJ)", disse Moro.

O ministro foi para o evento, realizado no Salão Negro do Congresso, direto da viagem aos Estados Unidos, onde acompanhou o presidente Jair Bolsonaro. Maia adiou a tramitação do projeto enviado por Moro ao Congresso e disse que o pacote só deve entrar na pauta após a aprovação da Nova Previdência. Um grupo de cinco parlamentares foi criado para discutir a proposta até lá.

Moro disse que, em sua avaliação, seu pacote poderia tramitar em conjunto com a Nova Previdência, sem prejuízos. Ele pediu que o Congresso dê atenção ao tema, que é um "assunto fundamental" e que foi amplamente debatido durante as eleições. O ministro falou brevemente ainda sobre a viagem aos Estados Unidos. Disse que o Brasil conseguiu firmar acordos importantes, como o relativo à Base de Alcântara. "Vai trazer recursos importantes para o Brasil", disse.

A bancada da bala tem hoje 304 parlamentares e o grupo tem um peso importante na votação da reforma da previdência. Entre os deputados que acompanham o evento, há também uma expectativa sobre o envio do projeto de lei que trata sobre a previdência dos militares e deve ser enviado hoje à Câmara pelo Executivo.

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