Gabriela Biló/Estadão
Gabriela Biló/Estadão

Moro afirma que não vai deixar ministério por 'falsos escândalos'

Em entrevista publicada neste domingo pelo jornal 'Correio Braziliense', o ministro da Justiça e Segurança Pública admite que troca de mensagens possam ter acontecido, mas ressalta que autenticidade do material deveria ter sido averiguada

Thaís Barcellos, O Estado de S.Paulo

07 de julho de 2019 | 10h40

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, afirmou, em entrevista ao Correio Braziliense, que não pretende deixar o cargo por causa das mensagens reveladas com procuradores da Lava Jato à época que era o juiz à frente da investigação na primeira instância. 

"Não vai ser por causa de falsos escândalos que vou desistir dessa missão", disse, referindo-se à consolidação dos avanços no combate à corrupção e ao crime organizado.

Moro se refere à publicação das mensagens como "revanchismo" e afirmou que o hacker tem interesse principal de impedir novas investigações e anular condenações.

Na entrevista, publicada neste domingo, o ministro admite que "pode ter mensagens que tenham ocorrido", citando como exemplo o trecho revelado "In Fux, we trust". "

'Confio no ministro do Supremo'. Qual é o problema em falar nisso? Problema nenhum. Mas pode ter uma mexida numa palavra, na própria identificação e na atribuição dessas mensagens", disse, repetindo que deveria ter sido averiguada a autenticidade do material.

Em relação à suposta interferência em uma possível delação do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, Moro disse que a atribuição não era dele, e sim do Supremo Tribunal Federal (STF) e da Procuradoria Geral da República (PGR)

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