Sergio Castro/Estadão
Sergio Castro/Estadão

Moreira Franco diz que governo acatará decisão dos deputados para presidência da Câmara

Após princípio de crise na base aliada, secretário e assessor de Temer diz que tratativas em curso no interior da casa serão acompanhadas e respeitadas

Andrei Netto, enviado especial, O Estado de S. Paulo

18 de outubro de 2016 | 06h13

TÓQUIO -  Um dia depois de o Executivo ser obrigado a intervir para impedir a divisão da base aliada na Câmara dos Deputados, o secretário executivo do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Moreira Franco, assessor direto de Michel Temer, afirmou que o governo "acompanhará e respeitará" a escolha feita dentro do Legislativo. 

A declaração foi dada nesta terça-feira, 18, em Tóquio, onde o presidente e assessores realizam visita oficial.

Segundo Moreira Franco, o governo sabe das negociações em curso na Câmara, mas não pretende intervir na decisão dos deputados. "Esse assunto está sendo tratado lá dentro da Câmara. Existem movimentações entre os deputados, as bancadas dos partidos estão cuidando disso", analisou. "Evidentemente o governo vai acompanhar, mas eu creio que vá respeitar a tendência natural que os deputados construirão."

O governo tenta evitar envolvimento na disputa pelo controle da casa, pleiteada pelo deputado Jovair Arantes (PTB-GO), que articula o apoio de partidos do chamado Centrão, na sucessão ao atual presidente da casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ). 

A votação está prevista para fevereiro, mas a disputa interna pode atrapalhar os planos do governo de votar e aprovar projetos de reforma como a que estabelece o limite dos gastos públicos pelos próximos 20 anos. Pelo menos seis candidatos disputam o cargo de Maia, que em princípio não pode se candidatar à reeleição por força de regimento interno.

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