Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Moreira atribui atraso em propostas da 'Ponte para o Futuro' a ambiente político

Programa foi lançado pelo partido em 2016 com uma espécie de plano de governo do MDB após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff

Igor Gadelha, Julia Linder e Vera Rosa, O Estado de S.Paulo

22 Maio 2018 | 12h31

BRASÍLIA - O ministro Moreira Franco (Minas e Energia) culpou nesta terça-feira,22, o ambiente político-parlamentar pela não conclusão de algumas propostas do "Ponte para o Futuro" no governo do presidente Michel Temer. O programa foi lançado pelo partido em 2016 com uma espécie de plano de governo do MDB após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

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Em discurso durante o evento de lançamento do programa "Encontro para o Futuro", Moreira afirmou que a "quase totalidade" do primeiro programa foi realizada. Na avaliação dele, a "Ponte para o Futuro" foi um primeiro passo do partido para enfrentar a grave crise econômica pela qual o País passava.

Ainda de acordo com Moreira, as propostas foram em uma linha "totalmente distinta" da tomada no passado e que foi responsável por produzir crises sucessivas. Sem citar o PT, o ministro disse que "eles nutriam o sonho de criar uma teoria econômica própria". "E a cobaia era o povo brasileiro". "A última tentativa foi a nova matriz econômica. E deu no que deu", disse.

Moreira afirmou que, agora, o partido lança o novo programa para encarar as eleições deste ano. Segundo ele, o partido vai mobilizar toda sua energia para "derrotar alternativas que querem tomar o Brasil que consertamos". O ministro ressaltou que o novo documento apresenta uma proposta especial para o Nordeste, região que, segundo ele, abriga 28% da população e detém apenas 14% da renda nacional. 

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O ministro afirmou que as propostas para a região não se sustentam em subsídios e, sim, visam estimular a mobilização das pessoas para o trabalho e paa produção. Uma das propostas, destacou, foi a criação de um núcleo que permita tornar a região uma fornecedora de alimentos. A ideia, disse, é repetir no Nordeste o que se conseguiu no Norte do País. 

 

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