Moratória e câmbio são assuntos da Argentina, diz FHC

O presidente Fernando Henrique Cardoso disse há pouco, antes de embarcar na base aérea de CampoGrande rumo a Brasília, que a moratória decretada pelo presidente interino da Argentina, Adolfo Rodríguez Saá, foi uma decisão interna daquele país. Na definição do presidente, a moratória não foi uma decisão, mas uma impossibilidade de o paíspagar sua dívidas. Fernando Henrique disse que ainda não conversou com o presidente interino. "Mandei uma carta, mas não telefonei porque é época de Natal". O presidente reafirmou que pretende ir à Argentina. "Nós (os presidentes dos países doMercosul) decidimos que assim que o governo argentino considerar que é possível receber o Brasil e os demais presidentes do Mercosul, nós faremos uma reunião em Buenos Aires", afirmou.Fernando Henrique negou ainda que no sábado, aodesembarcar em Campo Grande, tivesse manifestado a sua esperança de que a política cambial argentina mudasse. "Eu disse que o presidente interino havia me dito que era possível mudar a política cambial", esclareceu. "Mas isso é um assunto também da Argentina. Eles ainda estão organizando um novo programa", frisou. O presidente deixou claro que a política cambial é um assunto interno do país vizinho. "Assim como nós nunca permitimos que opinassem sobre nossa política cambial, não cabe a mim opinar", disse. Fernando Henrique manifestou ainda a sua expectativa de que a Argentina volte a crescer e prosperar. "Com todas as dificuldades, nossa economia não parou de crescer. Isso é fundamental para os países emergentes, entre os quais a Argentina", ressaltou.

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