Marcelo Camargo/Agência Brasil
Marcelo Camargo/Agência Brasil

Moraes traça ‘plano de ação’ para questões polêmicas em sabatina

Ministro licenciado apresenta a líderes da base aliada do Senado estratégia que pretende adotar na etapa para ter indicação para o STF aprovada

Erich Decat, O Estado de S.Paulo

09 de fevereiro de 2017 | 05h00

BRASÍLIA - Licenciado do Ministério da Justiça, Alexandre de Moraes apresentou nesta quarta-feira, 8, a lideranças da base aliada do Senado o plano de ação que pretende adotar para responder às questões controversas que deve enfrentar durante sabatina prevista para ser feita na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa. A audiência com os integrantes do colegiado é uma das etapas pelas quais Moraes deverá passar, para assegurar sua indicação para o Supremo Tribunal Federal (STF).

No encontro com integrantes da bancada do PSDB, Moraes, que até a véspera da reunião estava filiado à legenda, apresentou um levantamento, que aponta que ao menos 30% dos indicados para a Suprema Corte, nos últimos 20 anos, têm um histórico de atuação partidária e/ou no governo da ocasião. 

Os dados, segundo relatos, servirão de base para o ministro se defender de possíveis ataques da oposição que o acusa de, uma vez no STF, ficar à serviço do PSDB e do presidente Michel Temer, responsável por sua indicação. 

Na saída do gabinete, o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), também minimizou o fato de Moraes, antes de ser indicado para o STF, ocupar o Ministério da Justiça, subordinado a Temer. Ao falar do tema, o tucano mencionou o histórico do ministro Celso de Mello, decano da Corte. “Ele assessorou diretamente o presidente José Sarney até o momento de sua indicação. Isso faz dele um ministro menor? Pelo contrário. Servir ao governo é participar da vida democrática. Isso deve ser louvado. Não podemos cair na cantilena oposicionista, que desconsidera o passado de indicações do próprio PT para fazer esse tipo de acusações.”

Cunha. Moraes também já tem se preparado para outro ponto polêmico: o fato de ter sido advogado de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso na Operação Lava Jato, em uma ação em que o deputado cassado era acusado de usar documento falso. El e foi absolvido. Entre os argumentos ensaiados está o de que, como advogado, Moraes exercia o direito constitucional de defesa. 

Antes do encontro com os tucanos, Moraes também foi pedir apoio para o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e para o líder do PMDB, senador Renan Calheiros (AL).

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