Moraes atuou para favorecer indústria do cigarro

O deputado Sérgio Moraes (PTB-RS), que disse se ?lixar? para a opinião pública, atuou no início deste ano diretamente no Banco do Brasil e no governo federal para defender os interesses dos produtores de fumo e das indústrias de cigarro, entre elas a Alliance One Brasil Exportadora de Tabacos Ltda. e a CTA Continental Tabaco Alliance S.A., que juntas doaram 59% dos recursos arrecadados oficialmente em sua campanha de 2006. A atuação assumida publicamente por ele visava à liberação de créditos de R$ 2 bilhões para promover a produção e a exportação da safra do produto, em risco por causa da crise.

AE, Agencia Estado

13 de maio de 2009 | 08h28

Além do crédito, o trabalho de ?pressão? do deputado ajudou a conseguir a autorização de reajuste de 13,1% para o tabaco, uma vitória para a indústria do setor. ?Nós estamos pressionando o Banco do Brasil para liberar ao redor de US$ 1 bilhão de dólares, um dinheiro para capital de giro do setor fumageiro?, afirmou na ocasião para uma emissora de rádio. No próprio site do PTB, é dado destaque à reunião que o parlamentar teve com o vice-presidente do BB, José Maria Rabelo, na qual ele afirma: ?Nos últimos dias meu expediente foi no Banco do Brasil.?

Moraes argumentou que a safra deste ano já estava vendida para o exterior, mas era preciso a liberação do crédito do Banco do Brasil para as empresas obterem capital para adquirir o fumo do produtor rural, industrializá-lo e mandá-lo para fora do País. O deputado argumenta que é defensor sim da indústria do fumo e diz que o dinheiro liberado servirá para contratação de 9 mil pessoas nas empresas e 800 mil nas roças. ?Esse produto está vendido para o exterior. Porém, é preciso do capital de giro para adquirir do produtor rural e depois industrializar e remeter para o exterior?, disse em entrevista, na ocasião da liberação dos recursos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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