Moradores levam flores e rezam em rua da tragédia

Turistas e moradores de cidades da Baixada Santista foram ontem ao Boqueirão tentar observar a área onde o avião caiu

Diego Zanchetta, O Estado de S. Paulo

16 de agosto de 2014 | 17h54

Mesmo com tempo nublado e garoa fina, centenas de santistas, turistas e moradores de cidades da Baixada Santista foram ontem ao Boqueirão tentar observar a área onde o avião com o ex-governador Eduardo Campos caiu, dentro de um casarão vazio, e os trabalhos de resgate. Na Rua Vahia de Abreu, um trecho de 50 metros de calçada foram tomados por flores, mensagem de apoio à família de Campos e velas. Algumas pessoas rezavam e outras discutiam o tempo todos as possibilidades para a queda do jato. 

Até moradores de Praia Grande e de São Vicente foram até Santos para ver de perto o local isolado pela Polícia Federal - um raio de 300 metros quadrados dentro de uma área residencial de classe média alta. "Foi muita sorte e ajuda de Deus que esse avião não pegou outros prédios e caiu dentro de um imóvel vazio", comentava a dona-de-casa Luciana Torres, de 37 anos, moradora em São Vicente. Ela percorreu 18 quilômetros de ciclovia para conhecer o local da tragédia. 

Alguns curiosos tiravam "selfies" com a área isolada ao fundo. Adolescentes que também tentavam ver de perto o local atingido pediam autógrafos para jornalistas da TV Tribuna, a retransmissora da Globo em Santos. "Olha lá, é o cara do Fantástico, vamos tentar falar com ele pra fazer uma foto", dizia o estudante Leonardo Siqueira, de 17 anos, ao ver um conhecido repórter do programa dominical. 

Muitos moradores de Santos falam em "atentado" e "complô" para o acidente. "É claro que tinham a intenção de tirar ele (Eduardo Campos) da eleição. Tem muita coisa ainda para ser desvendada nesse acidente", bradava o comerciante Oswaldo Pecchim, de 45 anos, morador no bairro de José Menino. 

Moradores que ainda não conseguiram voltar para seus imóveis, porém, reclamam o fato de não saberem até agora como serão indenizados. "Estamos tentando localizar em Alagoas o empresário que comprou o jato da empresa AF Andrade", afirmou o advogado Vinicius Campos, de 32 anos. A mãe do advogado morava em um dos apartamentos que já foi condenado pela Defesa Civil de Santos.

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eduardo campos

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