Mônica Veloso dobra vendas de Playboy no Congresso

As duas bancas de jornal do Congresso Nacional registraram hoje um elevado quórum de anônimos servidores da Casa que se apressaram para comprar a revista Playboy que trouxe na capa a jornalista Mônica Veloso, pivô da crise que envolveu o presidente Renan Calheiros (PMDB-AL). A banca principal, na entrada do Congresso, vendeu 40 edições - o dobro da média mensal - em apenas quatro horas. Ao todo, apenas hoje 150 dos 200 exemplares disponíveis ali foram vendidos. "Foi um verdadeiro fuá. Nunca pensei que a chegada da revista da Mônica fosse gerar tanta curiosidade aqui", resumiu um dos funcionários da banca da chapelaria, José Erinaldo Silva Pereira, prevendo reabastecimento para os próximos dias. Pessoalmente, contaram os funcionários de ambas as bancas, nenhum senador ou deputado comprou a revista. "Eles mandaram os assessores, né? Fica chato aparecerem aqui para fazer esse tipo de compra", analisou um deles. De parlamentar, apenas Júlio Delgado (PSB-MG) esteve na banca hoje, mas constrangido com o plantão de fotógrafos e cinegrafistas, saiu de mãos abanando. Perguntado se tinha visto a revista, o líder do PTB na Câmara, Jovair Arantes (GO), esquivou-se: "O assunto é tão perigoso que nem na revista quero ver. Uma foto minha vendo a revista já dá uma pensão (alimentícia)". Nos corredores do Congresso, no dia mais tenso desde o início da crise envolvendo Renan, o assunto também foi um dos mais comentados. Elogios - a maior parte dos homens - e críticas - quase todas de mulheres - foram ouvidos aos quatro cantos. Nem quem estava no plenário do Senado, apesar da tensão da sessão de hoje, deixou de dar uma espiada. Sem poder correr até a banca, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) recorreu à internet para conferir as curvas da mulher que abalou o Congresso.

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