Mônica é convidada para atuar em filme sobre a família real

Pivô do escândalo Renan, jornalista diz em lançamento de livro que "em político não se pode confiar"

Andreia Sadi, do estadao.com.br,

28 de novembro de 2007 | 21h24

No lançamento de seu livro O Poder que Seduz, a jornalista Mônica Veloso revelou que foi convidada pelo cineasta Aníbal Massaini para atuar em filme sobre a família real - sem data para ser rodado. "Ela é desenvolta e muito linda", disse o cineasta, nesta quarta-feira, 27. "Fiquei lisonjeada, mas tenho que me preparar, a gente vai conversar", retrucou Mônica.   A jornalista disse que resolveu escrever sobre sua relação com o presidente do Senado licenciado, Renan Calheiros (PMDB), porque a história dos dois estava sendo exposta "fragmentada". "Mas a exposição já havia a muito tempo", disse. Mônica disse ainda que em "político não se pode confiar" e que se afastou "desse meio". Mas afirmou ter "amigos queridos" em Brasília, sem citar nomes. Mônica, pivô do escândalo envolvendo Renan, com quem tem uma filha de três anos, disse que o livro está em primeira pessoa pois sentiu que, assim, a obra teria "uma linha mais tênue".   Veja Também: Mônica conta como virou uma coelhinha Mônica Veloso evita falar de Renan no lançamento da Playboy Cronologia do caso  Entenda os processos contra Renan     Mônica parece ter esgotado sua popularidade depois do sucesso nas páginas da revista Playboy de outubro. No restaurante Trindade, no Itaim, ela recebeu seus poucos mais de 100 convidados - e nenhuma celebridade - em um vestido longo verde, com um par de brincos de R$ 70 mil e um anel de R$ 60 mil, "emprestados". Entre os presentes, estava o advogado Pedro Calmon, que disse estar lá "só como amigo". A jornalista afirmou não estar namorando.   Sobre a absolvição do senador, ela disse apenas que, se fosse sobre qualquer outro parlamentar, "falaria qualquer coisa, mas não sobre Renan, porque há envolvimento". "As leis deles (parlamentares) não valem pra gente. Não tenho uma opinião sobre isso. Temos uma filha, há toda uma questão emocional", disse. "Ser absolvido ou não depende do acordo entre pares", concluiu. Renan foi acusado de pagar pensão à jornalista com dinheiro de um lobista ligado à construtora Mendes Junior, mas foi absolvido pelo plenário do Senado.   Perguntada sobre o que acha quando é chamada de oportunista, Mônica disse que "cada um publica o que quiser". "Não sou uma celebridade, sou uma jornalista". "Se as pessoas estão revoltadas por causa do sistema político, têm que focar isto no voto", disse, explicando que foi atrás de um direito dela - a pensão da filha.   Leia alguns trechos do livro cedidos ao estadao.com.br:   O convite   Acredito que não tenha aceitado o convite talvez pela falta de tempo mesmo, ou por não querer ou não me sentir preparada para me envolver com alguém. Em uma dessas ocasiões, ao tratá-lo (Renan) com a formalidade de sempre, ele retrucou "não me chame de senador", e não só pelas palavras, mas pelo tom com que foram ditas, ficou claro que não estava interessado em mim profissionalmente, mas como mulher.   A conquista   Nossa música marcante foi a do filme "Lisbela e o Prisioneiro". A letra fala de pessoas que se querem, mas sofrem por não poder se unir. Misturávamos as nossas vozes com a do Caetano e cantávamos, baixinho, olhando no fundo dos olhos do outro: Agora, que faço eu da vida sem você? Você não me ensinou a te esquecer. Você só me ensinou a te querer, e te querendo eu vou tentando me encontrar…   A sedução   Um homem que convence o eleitor a elegê-lo por vários mandatos seguidos, conquista a confiança de seus companheiros para que o elevem a líder do partido, e depois a presidente do Senado, por que não pode seduzir uma mulher? Quem irá negar que o político é um especialista na arte da sedução? Se não fosse, não poderia persuadir, costurar acordos, conseguir a liberação de verbas, enfim, nunca sairia de sua cidade, nunca estaria em Brasília.   A intimidade   Se não estivéssemos apaixonados, não teria durado tanto tempo, ele não teria se exposto de tal forma. Muitos dizem que da minha parte era interesse. Garanto que é mentira, eu não precisava do Renan para melhorar a minha condição financeira. Se fosse uma relação casual, momentânea ou escondida, por que eu teria participado de tantos momentos importantes no trabalho dele, de eventos do partido e tantos almoços e jantares com outros senadores?   A pensão      Logo que fiquei grávida, em novembro de 2003, Renan concordou em pagar pensão mensal de oito mil reais, a partir de março de 2004, para garantir uma gravidez (...) Em dezembro de 2005, com o fim do nosso relacionamento, o Renan passou a pagar a pensão, via doc, a partir do Senado, mas reduziu o valor de oito para três mil reais. Acho que qualquer pessoa que tenha uma pensão reduzida em 67% brigará pelos  seus direitos, até porque não eram meus, mas de sua filha.

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