Reprodução/YouTube
Reprodução/YouTube

Monark pode ser demitido da própria empresa? Entenda

Após defesa da legalidade de um partido nazista no Brasil, a produtora por trás do Flow Podcast explicou como será feito o desligamento do apresentador e sócio da empresa

Redação, O Estado de S.Paulo

09 de fevereiro de 2022 | 08h30

O youtuber e ex-apresentador do Flow Podcast Bruno Aiub, conhecido como Monark, foi desligado do programa de entrevistas nesta terça-feira, 8, após defender a possibilidade de legalização de um partido nazista no Brasil. Por ser parte do quadro societário da empresa, as circunstâncias do desligamento não estão nos moldes de uma “demissão” comum. Aiub firmou um acordo de ressarcimento com o estúdio e teve sua parte do quadro societário comprada por Igor Coelho, o “Igor3K”. 

Na noite de terça-feira, após a repercussão massiva das declarações de Monark, ambos os podcasters se reuniram em uma live para comentar o assunto. Igor afirmou que a decisão de desligar Aiub do quadro societário se deu para preservar empregos. Segundo ele, o estúdio tem cerca de 80 funcionários. “Entendemos a gravidade do problema e decidimos desligá-lo para que as pessoas que trabalham aqui não sofram com isso”. O desligamento de Monark foi anunciado após diversos patrocinadores romperem seus contratos com o programa.

Na mesma live, Monark afirmou que concorda com o desligamento e que vai continuar produzindo conteúdo para a internet. Ele também se defendeu das acusações de apologia ao nazismo e disse ter “errado na forma de se expressar”. 

“Muita gente entendeu como se eu estivesse defendendo algo que sou totalmente contra”, afirmou. No programa de segunda-feira, Monark disse ser a favor do "direito" de alguém ser "antijudeu".

“Chegamos à conclusão que o Flow precisa transcender o Monark, precisa ser desassociado, e esse é o melhor caminho. Eu, claro, vou ter minhas paradas, vou continuar produzindo no meu canto”, completou Aiub. “É melhor eu assumir minha culpa.”

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.