Mônaco autoriza extradição de Cacciola para o Brasil

O príncipe Albert de Mônaco autorizounesta sexta-feira a extradição do ex-banqueiro SalvatoreCacciola, atendendo ao pedido do governo brasileiro, informou oMinistério da Justiça. À decisão do príncipe não cabe recurso e, segundocomunicado do ministério, a medida "representa a palavra finaldo governo monegasco sobre o assunto". O diretor-geral de Justiça de Mônaco, Philippe Narmino,informou ao ministro da Justiça, Tarso Genro, que o governobrasileiro será comunicado oficialmente, por via diplomática,ainda nesta sexta-feira, da decisão do príncipe. "Tenho a honra de comunicá-lo que o príncipe Albert acabade concordar com a extradição ao Brasil do senhor SalvatoreCacciola, fundamentada no mandado de prisão de 19 de julho de2000", disse o comunicado de Narmino, enviado ao ministrobrasileiro. O pronunciamento do príncipe Albert ratifica a decisãodo Tribunal de Apelações de Mônaco. Os recursos apresentadascontra o parecer da Procuradoria do principado favorável àvolta ao Brasil do ex-dono do Banco Marka já haviam sidorecusadas. A Corte de Direitos Humanos da Europa também negou, nasemana passada, um recurso do ex-banqueiro para não serextraditado de Mônaco para o Brasil. Cacciola foi condenado a 13 anos de prisão pela Justiçabrasileira por crime de peculato (utilização do cargo paraapropriação de dinheiro). Foragido desde 2000, ele foi presopor agentes da Interpol em Mônaco em setembro do ano passado. O escândalo financeiro envolvendo Cacciola ocorreu em 1999,durante o processo de desvalorização do real, quando o BancoCentral socorreu os bancos Marka e FonteCindam com 1,6 bilhãode reais. O BC justificou na época a ajuda a esses bancos como umamedida para evitar o que classificou de risco sistêmico para omercado financeiro do país. (Por Raymond Colitt e Pedro Fonseca)

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