NILTON FUKUDA/ESTADÃO
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Molon diz que há chance de não haver nenhuma reforma política para 2018

Na quarta-feira, 30, o líder do governo na Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) admitiu que a falta de acordo pode inviabilizar a aprovação da reforma

Marcelo Osakabe, O Estado de S.Paulo

31 Agosto 2017 | 17h50

BRASÍLIA - O deputado federal Alessandro Molon (Rede-RJ) afirmou nesta quinta-feira, 31, ver a possibilidade de que os parlamentares não consigam nenhuma mudança eleitoral a tempo para o pleito de 2018. Segundo o deputado, integrante da comissão da reforma política na Câmara, o problema é que vários grupos que condicionam a votação em itens mais consensuais, como a questão da coligação proporcional e a cláusula de barreira, a temas mais polêmicos como o financiamento de campanha e o sistema de votação.

"Esse jogo de interesses múltiplos com atores diferenciados pode produzir um resultado igual a zero", alertou. Na quarta-feira, 30, o líder do governo na Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) admitiu que a falta de acordo pode inviabilizar a aprovação da reforma política. Apesar da previsão de votar a proposta relatada pela deputada Shéridan (PSDB-RR), que prevê o fim das coligações e institui cláusula de barreira aos partidos, a discussão foi adiada para a próxima semana ou mesmo a seguinte, por causa do feriado de 7 de setembro.

O deputado acredita que o tema com menores chances de ser aprovado é alguma mudança no sistema eleitoral. "Nenhum deles consegue receber maioria constitucional, nem o distritão nem o distritão misto", ponderou. "Então a tendência é que se mantenha o atual com proibição de coligações e cláusula de desempenho, o que já seria avanço, embora muito modesto."

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