André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

'Modificar a meta fiscal não é coisa de país sério', diz Reguffe

Senador relembrou que orçamento público foi criado ainda na era medieval, mas que Dilma editou decretos de créditos suplementares

Isabela Bonfim e Luísa Martins, O Estado de S.Paulo

11 de maio de 2016 | 22h34

BRASÍLIA - O senador Reguffe (sem partido-DF) fez duras críticas à gestão da presidente Dilma e anunciou voto a favor do impeachment. Ele defendeu a importância do respeito ao orçamento e à meta fiscal.

"Quem ganha a eleição, governa. Mas esse governante não tem o direito de fazer o que quiser, ele tem que respeitar a legislação vigente do País. Modificar a meta fiscal não é coisa de País sério. Meta é para ser cumprida", argumentou.

Reguffe relembrou que o orçamento público foi criado ainda na era medieval, mas que recentemente a presidente Dilma editou decretos de créditos suplementares "sem autorização", e afirmou que isso fere a Lei Orçamentária Anual. Para Reguffe, o ato configura crime de responsabilidade.

O senador afirmou ainda que o nome do regime em que governante faz o que quer é "ditadura" e cobrou que a presidente responda pelos seus atos. "Corrupção existe em todo país do mundo, o que não pode haver é impunidade."

Por fim, o senador afirmou que, devido ao desrespeito a Lei de Responsabilidade Fiscal e Lei Orçamentária Anual, ele vota pela admissibilidade do processo de impeachment.

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