Mobilização reúne 170 mil metalúrgicos, informam centrais

Objetivo da mobilização é implantar um piso salarial nacional e reduzir jornada de trabalho

18 de setembro de 2007 | 22h54

Cerca de 170 mil metalúrgicos de 81 empresas em oito Estados brasileiros promoveram nesta terça-feira, 18, paralisações momentâneas de cerca de duas horas, no movimento do Dia Nacional de Luta pelo Contrato Coletivo de Trabalho. Os dados foram divulgados pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos, da Força Sindical, e a Confederação Nacional dos Metalúrgicos, vinculada à CUT, que promoveram em conjunto os protestos. De acordo com as centrais sindicais, as paralisações ocorreram em fábricas de São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Espírito Santo, Amazonas, Rio Grande do Sul, Pará e Santa Catarina. O Estado com maior número de adesões foi São Paulo, que teve participação de 80 mil metalúrgicos, seguido de Minas, com 35 mil. O objetivo da mobilização é implantar um piso salarial nacional para os trabalhadores do setor, com valor de R$ 1.300, e acabar com as disparidades entre os salários pagos por montadoras a funcionários de regiões diferentes, sob a justificativa do custo de vida apurado em cada cidade.  Além disso, querem a redução da jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais, o fim das terceirizações e a ratificação da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que proíbe as demissões motivadas por represálias ou para a contratação de um trabalhador com salário menor.

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