Mobilização por ética faz contas para novos atos

As manifestações do 7 de Setembro contra a corrupção foram "um primeiro passo" e têm razões de sobra para crescer, mas não será fácil fazê-las superar os desafios e ganhar peso na sociedade. É assim que ongueiros, entusiastas e estudiosos veem os protestos da terça-feira em Brasília, São Paulo e outras capitais, cujos organizadores já marcaram para 12 de outubro uma segunda etapa da cruzada.

AE, Agência Estado

09 de setembro de 2011 | 10h54

"É um movimento positivo, só esperamos que não se torne um simples modismo", diz o presidente do Ministério Público Democrático (MPD), Claudionor Mendonça dos Santos. Além disso, atacar a corrupção é complicado, adverte. "No caso, seria preciso as pessoas pararem de ver a sociedade como vítima dos políticos, porque ela é, em grande parte, coautora das irregularidades."

Animada com o que viu, Silva Kosac, do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), diz que as passeatas são "só um pedacinho" da luta. "No meu dia a dia, percebo que cada vez mais brasileiros estão dispostos a fazer algo prático contra a corrupção", afirma. Aos que ironizam a pequenez dos protestos, ela avisa: "Essa cruzada começou em 1999 e cresce aos poucos. Só o MCCE, que ajudou em parte a organizar as passeatas, reúne 52 ONGs e associações, como OAB, Movimento Nossa São Paulo, promotores, magistrados, grupos católicos e evangélicos, áreas de educação, agricultura, peritos criminais."

Tanto Kosac como Claudionor entusiasmam-se com a experiência de seus contatos na periferia. "Visito e faço palestras, vejo gente indignada, plateias jovens que têm consciência do que é preciso fazer", diz o promotor do MPD. "E muita gente por lá já sabe que a corrupção não é exclusiva dos políticos." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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