MLST só deixa Queixada no domingo

As cem famílias integrantes do Movimento de Libertação dos Sem-terra (MLST), que estão acampadas na Fazenda Queixada, em Barretos, conseguiram acordo judicial para deixar o local somente no domingo.A reintegração de posse da área, de 1,3 mil hectares, havia sido concedida pela Justiça na quarta-feira. Os integrantes do MLST pediram um prazo maior para tentar encontrar uma nova área para ocuparem.De acordo com o juiz da Primeira Vara Cível de Barretos, Wagner Carvalho Lima, a reintegração de posse era imediata. A Polícia Militar afirma que se os sem-terra não cumprirem o prazo para sair do local, a PM fará a retirada das famílias.A PM já solicitou reforços aos batalhões das cidades vizinhas. A Fazenda Queixada foi palco na última terça-feira de conflito entre os ocupantes da área e um segundo grupo de trabalhadores rurais de Barretos, que desde o ano passado vinham reivindicando a área ao Incra.Onze pessoas acabaram presas durante o choque entre os grupos dissidentes e três pessoas ficaram feridas após o ataque com bombas de coquetel-molotov a um ônibus que pertencia ao sindicato.A área, pertencente a Helena Assad Barbar, havia sido vistoriada e considerada improdutiva pelo Incra em dezembro do ano passado, após invasão feita pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em abril de 2000. Os ocupantes foram retirados da área três meses depois.A declaração de improdutividade da área estava sendo questionada na Justiça pelos proprietários do terreno, que alegam que arrendaram o local para pastagem de gado.Em 28 de dezembro do ano passado foi publicado decreto, disponibilizando a fazenda como área de interesse social para fins de reforma agrária.A área deveria ser disponibilizada para a criação de um assentamento para famílias que foram inscritas pelo correio no Programa Nacional de Reforma Agrária do governo federal.

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