Misses juram que têm mais do que beleza

As candidatas a Miss Universo já não lêem mais o Pequeno Príncipe, como nos anos 60. Mas continuam esforçando-se em demonstrar, à imprensa local e estrangeira, que são mais que um rosto e um corpo bonito. Acima de tudo, mostraram-se comoventemente solidárias e prontas para participar do esforço mundial pela paz numa coletiva, hoje no Equador.?Eu trabalhei, quando colegial, em uma fazenda da ex-União Soviética, colhendo mel de abelha, o que foi uma grande experiência para mim?, disse Miss Ucrânia, Oleksandra Nikolayenko, uma das favoritas dos jornalistas ao cetro, para provar vivência internacional em assuntos trabalhistas.E, como ela afirmou muito séria à AP, em meio a fome e outros males do mundo, ?a Miss Universo tem a missão de realizar muitos atividades para ajudar a resolver esses problemas?. ?O mundo degradou-se com o aumento da violência?, precisou, por sua vez, Yanina González, Miss Paraguai. ?Tomara que, com os tempos, as pessoas e as grandes potências se dêem conta de que este mundo é um só.?A candidata está, ela própria, pronta para colaborar. Estudante de publicidade e marketing, sugeriu que ?cada pessoa, onde estiver, deve colocar um grãozinho de areia para melhorar este mundo?. Miss Espanha, María Jesús Ruiz, está atenta ao que acontece no mundo, principalmente com a experiência de uma habitante do país que sofreu os mortais ataques terroristas de 11 de março.?A luta contra o terrorismo deve ser constante. Creio que, no futuro, ele será eliminado, mas agora é muito difícil?. E ela também se dispõe a usar seus conhecimentos de estudante de psico-pedagogia para ?conversar com quem quer que seja? e ajudar a alcançar a paz dentro e fora de seu país.Fatos Segmen, Miss Turquia, uma das participantes mais assediadas pela imprensa, que a coloca também entre as finalistas, reconheceu filosoficamente que sua carreira como modelo ?é muito curta?. Por isso, prepara seu futuro, a partir da universidade, para ensinar basquete, vôlei e dança esportiva.Mas, se por acaso, virar Miss Universo, terá certamente uma missão mais ampla.Isso porque ?Miss Universo não é só beleza?, conforme afirmou Miss Grécia, Valia Kakouti. ?Nós ajudamos as pessoas, recolhendo dinheiro para a caridade. Aqui, já organizamos um leilão para levantar fundos para organizações humanitárias.?Com ambições humanitárias mais modestas, Eri Machimoto, Miss Japão, assegura que participar do concurso a ajudou ?a ter mais confiança e ser mais forte?, o que estimulará sua futura carreira como cantora.As 80 candidatas preparam-se para uma maratona de eventos oficiais que culminará com a noite de gala de 1º de julho, quando será eleita a sucessora da domenicana Amelia Veja, Miss Universo 2003.

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