Missão do FMI elogia políticas monetária e fiscal

A missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) encerrou hoje sua visita ao Brasil fazendo elogios às políticas monetária e fiscal do governo. Os técnicos do fundo chegaram há duas semanas para fazer a sétima revisão do acordo de ajuda financeira concedida ao País, em dezembro de 1998. A chefe da missão, a economista Teresa Ter-Minassian, destacou, ao sair de uma reunião com integrantes da equipe econômica no Ministério da Fazenda, o crescimento da economia brasileira como um dos pontos altos da avaliação. "O crescimento da economia está bem melhor", ressaltou ela. A impressão positiva dos técnicos do FMI em relação à recuperação da economia brasileira não é em vão. Há nove trimestres consecutivos o governo brasileiro vem cumprindo com folga as metas de superávit primário (receitas menos despesas sem contabilizar os juros) estabelecidas no acordo e modificadas durante as revisões. Segundo a chefe da missão, as metas do Fundo são as mesmas para todos os países e todos as seguem. "Quando um país não cumpre torna-se exceção", afirmou a economista. De acordo com ela, a política monetária está sendo bem conduzida, principalmente em relação ao trabalho que vem sendo feito para reduzir, gradualmente, a taxa de juros básica da economia. "A política do Banco Central é muito apropriada", disse. Na sua avaliação, o governo vai fazer o necessário para cumprir a meta de inflação estabelecida para este ano de 4%. Teresa ressaltou que há sempre ajustes a fazer na condução da política econômica. Ela afirmou, entretanto, que com a melhoria das condições econômicas do País já foi possível suavizar o ajuste fiscal, o que na sua avaliação "é muito apropriado". Para ela, é preciso que o governo brasileiro dê continuação à política de reformas estruturais que são "muito importantes". O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Edward Amadeo, confirmou que as metas fiscais para 2001 serão estabelecidas até setembro deste ano. Depois desse prazo, ficam apenas as metas indicativas que a política econômica deverá seguir. O cumprimento dessas metas é necessário para que o governo brasileiro possa sacar, caso considere necessário, as parcelas de recursos que ficam disponíveis ao fechar o acordo com o Fundo. O grupo com sete técnicos do Fundo, que deixa o País amanhã, estava tão tranqüilo que foi almoçar hoje em uma praça de alimentação de um Shopping Center em Brasília. No cardápio: carne brasileira. Teresa Ter-Minassian não participou do almoço. Ela afirmou que ainda deve voltar ao Brasil representando o FMI, mas não mais como chefe da missão, já que desde o início do ano ela foi promovida a chefe do Departamento de Assuntos Fiscais do Fundo, cargo antes ocupado pelo economista Vitor Tanzi.

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