Missa para Brizola reúne três candidatos a prefeito

Enormes bandeiras do Brasil enfeitaram a Igreja de São Benedito, no centro, onde cerca de 300 pessoas assistiram hoje à missa por um mês da morte do ex-governador e líder do PDT Leonel Brizola. A celebração foi encerrada com um minuto de silêncio e o Hino Nacional, cantado por parentes, políticos e admiradores. Três candidatos a prefeito estiveram na missa: Nilo Batista (PDT) e Jandira Feghali (PC do B), que disputam no Rio, e Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical, candidato pedetista em São Paulo. Depois da celebração, o novo presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, fez a primeira reunião do partido sem a presença de Brizola. Principal liderança pedetista depois da morte do ex-governador, o senador Jefferson Peres (AM) disse esperar que a Corregedoria do Senado abra sindicância para investigar os bens do senador Marcelo Crivella, candidato do PL à Prefeitura do Rio. Documentos do Ministério das Comunicações indicam que Crivella é sócio de duas emissoras de televisão, o que o impediria de assumir o mandato de senador. Além disso, as sociedades não constam da lista de bens encaminhada por Crivella ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio. O senador sustenta que vendeu sua parte nas emissoras há cinco anos. Crivella informou à Justiça Eleitoral ter patrimônio de apenas R$ 21.846,28. A impugnação da candidatura de Crivella foi pedida pelo pequeno PHS, mas ainda está sendo analisada pelo Ministério Público Eleitoral.Sobre o futuro do PDT, Paulinho disse que o partido tem condições de ganhar prefeituras em algumas cidades grandes. Na disputa paulistana, ele tem esperança de se beneficiar da briga acirrada entre Marta Suplicy (PT), José Serra (PSDB) e Paulo Maluf (PP). ?Eles não estão disputando a Prefeitura de São Paulo, estão disputando a eleição presidencial de 2006. Na televisão, vou falar de coisas concretas, enquanto os outros se matam?, afirmou.

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