Ministros vão às comissões em semana antes do recesso

Titular do Planejamento estará no Senado para explicar contas de 2014; Cardozo depõe à CPI da Câmara sobre Lava Jato

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

13 de julho de 2015 | 02h05

A última semana de atividade parlamentar antes do início formal do recesso, no sábado, será marcada por audiências de ministros do governo Dilma Rousseff. No Senado, integrantes da Comissão de Assuntos Econômicos se reúnem para ouvir, amanhã, explicações do ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, e do advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, sobre as chamadas "pedaladas fiscais", prática do Tesouro Nacional de atrasar o repasse de dinheiro para bancos públicos e privados. O corpo a corpo dos ministros faz parte da estratégia do governo de tentar sensibilizar integrantes da base aliada, que deverão analisar o processo sobre as contas do governo Dilma de 2014, após decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o tema.

Já a CPI da Petrobrás na Câmara dos Deputados deve ouvir, na quarta-feira, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Na quinta, será a vez do depoimento do ministro da Controladoria-Geral da União, Valdir Simão. A convocação de Cardozo foi aprovada na semana passada, como forma de o governo evitar as convocações dos ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Edinho Silva (Secretaria de Comunicação Social da Presidência), citados na delação premiada do dono da empreiteira UTC, Ricardo Pessoa. Já o PT trabalhou para impedir a vinda do ex-ministro José Dirceu.

Constam ainda na pauta do plenário do Senado propostas indesejadas para o governo, como a que prevê o reajuste dos servidores do Ministério Público da União. "Acho que vamos votar esse projeto apenas em agosto", defende o líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS).

A expectativa é de que os senadores também avancem na discussão de propostas que tratam da reforma política, como a que restringe o acesso de partidos sem representação legislativa à propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. A reforma política também será o tema das votações do plenário da Câmara. / DAIENE CARDOSO e ERICH DECAT

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