Ministros são favoráveis à conclusão da Rodada Doha em 2008

Doris Leuthard diz que é 'agora ou nunca'; decisão tem que ser referendada pelos 151 que compões a OMC

Efe,

26 Janeiro 2008 | 19h21

Cerca de 20 ministros do Comércio reunidos informalmente dentro do Fórum Econômico Mundial de Davos decidiram neste sábado, 27, realizar uma reunião ministerial em Genebra por volta de abril.   Além disso, a maioria dos ministros é favorável à conclusão da Rodada Doha em 2008, porque consideram que é "agora ou nunca", como disse em entrevista coletiva a ministra de Finanças da Suíça, Doris Leuthard, anfitriã do almoço informal deste sábado.   "Todos os membros concordam em afirmar que, se não concluirmos a Rodada em 2008, nunca a concluiremos", acrescentou.   A ministra explicou que todos os presentes pensam que em 2007 não se avançou muito em uma Rodada que está sendo negociada há seis anos. Ela disse que "a maioria dos presentes" concordou que a Rodada Doha deve ser concluída este ano por duas razões: as eleições nos Estados Unidos e a necessidade de resistir à crise financeira internacional "que, para todos, já é um fato".   Para o ministro de Exteriores brasileiro, Celso Amorim, a primeira razão não é tão contundente. "Acho que não é questão de uma pessoa, mas de uma administração, e a americana sempre demonstrou compromisso", afirmou em entrevista coletiva anteriormente.   Por outro lado, para Leuthard, é óbvio que, se as negociações não forem concluídas em 2008, só serão retomadas em 2010, por causa da lentidão no processo de posse do novo governo americano.   Em relação a medidas para atenuar os efeitos da crise financeira, Leuthard afirmou que é necessário "mostrar ao mundo que o sistema multilateral existe e funciona". "Não é apenas uma janela de oportunidade, é uma janela de necessidade", afirmou a ministra.   Por ser uma reunião informal, a decisão tem que ser referendada pelos 151 países que formam a Organização Mundial do Comércio (OMC).   A reunião ministerial de abril seria aproximadamente dois meses depois da apresentação das novas minutas tanto na área agrícola como no setor de infra-estruturas.   O encontro condicionaria os documentos na área agrícola e industrial a serem equilibrados entre eles, para poder satisfazer tanto os países desenvolvidos como os emergentes, algo enfatizado por Celso Amorim.   Para conseguir este objetivo, os ministros presentes na reunião pediram ao diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, que assuma sua liderança e se envolva diretamente na preparação dos documentos.   "Lamy tem que se sentar com os presidentes dos grupos e pensar conjuntamente com eles para que os documentos apresentados tenham as mínimas lacunas possíveis e satisfaçam a maioria dos grupos", afirmou a ministra suíça.

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