Ministros são cobrados em reunião de 7 horas

A presidente Dilma Rousseff reuniu-se ontem (2), em pleno feriado de Finados, com 15 ministros para cobrar de seus auxiliares diretos resultados sobre os principais programas de governo e obras de infraestrutura que devem ser anunciadas até dezembro.

EDUARDO BRESCIANI, LAÍS ALEGRETTI E BERNARDO CARAM, Agência Estado

03 de novembro de 2013 | 09h53

No encontro de sete horas, Dilma demonstrou preocupação com alguns temas e cobrou agilidade para o cumprimento de compromissos. "Levamos algumas broncas", disse o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, à saída da reunião no Palácio da Alvorada.

A presidente começou a formatar uma agenda positiva de viagens até o final do ano para ajudar, além de sua reeleição, nas campanhas dos ministros que disputarão as eleições do próximo ano. A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, no entanto, rejeitou relação da reunião com 2014. "Isso tem a ver com resultado de governo. Nós estamos num momento de prestação de contas e entregas." Mas admitiu que "as agendas vão ser organizadas de acordo com as entregas. Não só dela (presidente), mas dos ministros".

Agilidade

Gleisi listou como algumas ações dessa agenda a entrega de rodovias, creches e unidades do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. "São várias entregas que a presidente cobrou, que se agilizassem alguns resultados para que nós pudéssemos prestar contas para a população."

Dilma abriu a reunião, às 10 horas, pedindo aos ministros convocados, das áreas social e de infraestrutura, que expusessem ao máximo os programas prioritários e os cronogramas. Fez questionamentos individuais a cada um, no processo já apelidado de "espancamento", no qual questiona as minúcias de cada ação em desenvolvimento. Ela exigiu detalhes e cobrou cumprimento de prazos.

Gleisi observou que este é um momento de prestação de contas dos compromissos assumidos ao longo de quase três anos de governo. A ministra ressaltou que a agenda dessa prestação de contas ainda será detalhada em outros encontros.

Segundo o relato de participantes da reunião, o primeiro a fazer a exposição foi o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Dilma pediu a ele detalhes sobre o prazo para a chegada de profissionais do programa Mais Médicos e que tipo de benefício direto a ação trará já no curto prazo. O programa é visto como grande aposta para as eleições de 2014 tanto para Dilma como para Padilha, possível candidato ao governo de São Paulo.

Bernardo observou ao fim da reunião que o governo mantém a intenção de incluir o armazenamento de dados da internet no Brasil no projeto do Marco Civil da Internet, que está na pauta da Câmara dos Deputados. O ministro participará de uma comissão que debaterá o programa para defender o posicionamento do governo a favor da neutralidade da rede e armazenamento de dados no País. O programa é vendido como uma ação concreta em resposta à espionagem praticada pelos Estados Unidos no Brasil que teve Dilma como um dos alvos. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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