Ministros rasgam elogios ao trabalho de Barbosa

A performance do ministro Joaquim Barbosa foi ontem alvo de efusivos elogios de seus colegas de Supremo Tribunal Federal (STF). ''''Grande julgamento, que beleza o trabalho do Joaquim Barbosa, que serenidade, que prudência, ele orgulha o tribunal'''', disse Eros Grau. ''''Certamente, o Supremo vai ser mais respeitado.''''Além de elogiar o relator, o ministro Celso de Mello também afagou o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza. ''''Ele ofereceu uma denúncia precisa, processualmente viável, judicialmente idônea e materialmente consistente'''', avaliou. E disse que o Supremo demonstrou que a população precisa confiar na Justiça.Ao ler o voto no plenário, Barbosa recorreu ao passado recente para eliminar qualquer possibilidade de livrar os mensaleiros. Ele rebateu o argumento de advogados dos acusados, que lembraram da absolvição de Fernando Collor em 1994. O relator lembrou que o ex-presidente foi absolvido por falta de provas apenas no julgamento do caso, mas a denúncia do Ministério Público foi aceita na íntegra.O ministro Ricardo Lewandowski ficou isolado em boa parte do julgamento. Ao defender indiciados, ele chegou a ser massacrado pelos demais colegas. Nem a ministra Cármen Lúcia, com quem trocou confidências na semana passada pelo computador, ficou a seu lado na tentativa de desqualificar a denúncia de crime de formação de quadrilha contra aliados do governo.Na semana passada, o grupo dos que votavam contra o relator Joaquim Barbosa era formado também por Eros Grau e Gilmar Mendes. Ontem, Lewandowski ficou sozinho em boa parte das votações. ''''A expressão ''''formação de quadrilha'''', empregada no sentido popular e veiculada à exaustão pelos veículos de comunicação, não está esclarecida na denúncia'''', disse ele.''''Seu voto é absolutamente formalista'''', contra-atacou o relator. Cezar Peluso ajudou a bater: ''''Dizer que a denúncia não apresenta fatos comprovados é pura especulação, com todo respeito, ministro Lewandowski.''''

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