Ministros pressionam presidente do TCU a marcar votação das contas de Dilma

Argumento é que análise da defesa do governo está quase concluída e demora desgasta integrantes do tribunal de contas

Fábio Fabrini e João Villaverde, O Estado de S. Paulo

30 de setembro de 2015 | 13h20

Brasília - Ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) pressionam o presidente da corte, Aroldo Cedraz, a marcar para logo a sessão para apreciar as contas do governo da presidente Dilma Rousseff em 2014. O relator do processo, ministro Augusto Nardes, e outros integrantes do tribunal pretendem pedir em plenário nesta quarta-feira, 30, que Cedraz faça o agendamento para a próxima semana, possivelmente na quarta-feira.

O principal argumento é que a análise sobre a defesa apresentada pelo governo sobre as irregularidades apontadas nas contas, entre elas as pedaladas fiscais, está quase concluída e a demora na apreciação cria desgaste excessivo aos ministros. Como antecipou o Estado na semana passada, o relatório da área técnica a respeito, que vai embasar a opinião dos ministros, rejeitará a maioria dos argumentos do governo. 

Pelas regras do TCU, embora caiba ao relator conduzir o processo, é uma prerrogativa do presidente marcar a sessão para apreciar o balanço. Segundo fontes da corte, Cedraz gostaria que a sessão fosse marcada para o fim de outubro. A tendência é de que a maioria do plenário siga o entendimento de Nardes, que tem dado sinais de que pretende rejeitar as contas de Dilma. 

O TCU avalia todos os anos as contas do governo. A recomendação do plenário subsidia o julgamento do balanço pelo Congresso. A oposição e setores rebelados da base aliada apostam num parecer adverso do Planalto para pedir o impeachment da presidente Dilma.

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