Ministros pedem que sem-terras considerem a lei

O ministro da Reforma Agrária, Miguel Rosseto, evitou polemizar com o MST em relação às últimas invasões ocorridas no País. Repetiu o discurso de que, independetemente da pressão dos sem-terra, o governo vai cumprir a meta de assentar este ano 115 mil famílias e garantir o cumprimento da lei. ?Toda a ação que ultrapassar os limites democráticos será tratada dentro da lei?, afirmou Rosseto.O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, reafirmou que as manifestações são direitos dos movimentos organizados, mas o governo está atento à legalidade das ações. "O que não pode é ser feito fora da lei", afirmou Thomaz Bastos.O mesmo discurso foi adotado pelo ministro da Articulação Política, Aldo Rebelo, que defendeu respeito aos movimentos sindicais. "As atividades do MST antecederam o governo Lula. Ocorreram invasões nos governos FHC, Collor e Sarney. Desde muito há conflitos de terra no País", afirmou Rebelo. "E os conflitos só podem ser enfrentados pela negociação e a Justiça. E será a Justiça que irá determinar os limites dos movimentos sociais." Para Rebelo, o governo tem que respeitar os movimentos sociais, mas se qualquer movimento ultrapassar os limites da lei, o governo tem as leis para tomar as medidas locais.O ministro Rosseto voltou a garantir que, para cumprir a meta de assentar 115 mil famílias, além dos R$ 1,4 bilhão já garantidos para o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), o Palácio do Planalto anunciou a liberação de mais R$ 1,7 bilhão ao longo deste ano.

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