Ministros do Supremo querem sistema antigrampo

Com medo de que suas ligações telefônicas sejam grampeadas, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) defendem a instalação de um sistema de telefonia criptografado. Na sessão administrativa ocorrida na última quinta-feira no gabinete do presidente da corte, Cezar Peluso, os integrantes do STF conversaram sobre a possibilidade de os telefones fixos que eles usam também serem antigrampo.

AE, Agência Estado

21 de setembro de 2010 | 12h03

Atualmente, cada um dos ministros conta com dois aparelhos celulares criptografados. Um aparelho fica com o ministro e o outro com uma pessoa escolhida por ele. Por meio do sistema de criptografia, as conversas originais são transformadas em irreconhecíveis e não podem ser entendidas por um eventual interceptador da ligação.

Na reunião de quinta-feira, o secretário de administração e finanças do tribunal, Washington Luiz Ribeiro da Silva, comunicou aos ministros que já estava disponível a instalação na casa deles de um ramal do gabinete. Ao ser questionado se esse ramal será criptografado, ele disse que por enquanto apenas os celulares contavam com o sistema para embaralhar as ligações.

Preocupação

As preocupações dos ministros com eventuais grampos se intensificaram depois que o STF divulgou a notícia de que o então presidente da corte, Gilmar Mendes, teria sido vítima de uma interceptação clandestina. No final de 2008, o tribunal, alegando motivos de segurança, decidiu comprar 55 telefones criptografados. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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